Os celulares Android intermediários ficaram mais caros em 2026: o preço, que no ano passado não passava de R$ 3.000, agora varia de R$ 2.000 a R$ 7.000. O motivo é a disputa por chips e memória RAM para equipar serviços de IA.
Com R$ 4.500, ou até menos, hoje já dá para comprar um celular topo de linha de uma ou duas gerações atrás, como um iPhone 16 ou um Galaxy S25 — o que torna a escolha de um intermediário mais complicada do que antes.
A alta de preço não é um fenômeno isolado dos celulares: o mesmo boom de lucro das fabricantes de chips de memória deve manter RAM e SSD caros até 2027.
A Micron sozinha lucrou US$ 37,7 bilhões com a escalada de preços gerada pela demanda de inteligência artificial.
Os 5 modelos testados e o que cada um entrega
O Guia de Compras do g1 testou cinco aparelhos intermediários, com preços consultados em outubro nas principais lojas da internet. Nenhum dos cinco é perfeito: cada um troca algum atributo por outro.
| Modelo | Preço | Ponto forte | Ponto fraco |
|---|---|---|---|
| Jovi V70 | ~R$ 3.000 | Bateria (27h15 em teste, 7.000 mAh) | Desempenho gráfico limitado |
| Motorola Edge 70 Pro | R$ 3.200 a R$ 4.500 | Desempenho geral e mais RAM | Um dos mais caros do teste |
| Oppo Reno 16 | R$ 5.000 a R$ 7.000 | Equilíbrio entre câmera e desempenho | Preço não compensa o investimento |
| Realme 16 | R$ 2.400 | Bateria grande e preço baixo | Desempenho mais lento do grupo |
| Samsung Galaxy A57 | R$ 2.100 a R$ 2.400 | Melhor custo-benefício do teste | Fica atrás em gráficos |
O Jovi já havia apostado em bateria como diferencial em lançamentos anteriores no Brasil, estratégia que se repete no V70.
O que ficou de fora do teste
Os cinco aparelhos foram cedidos por empréstimo das fabricantes e serão devolvidos após os testes. A Xiaomi foi convidada, mas decidiu não enviar o Redmi Note 17 Pro Max para o comparativo.





























