O Google vai bloquear, a partir de terça-feira (30/9), a instalação de aplicativos Android feitos por desenvolvedores que não concluíram um processo de verificação de identidade. A medida vale para o Brasil, a Indonésia, Cingapura e a Tailândia, primeiros mercados a receber a regra.
A regra não se limita à Google Play. Ela alcança também as lojas de aplicativos de outros fabricantes, como Samsung, Xiaomi, OPPO, vivo, Honor e Transsion.
Segundo o Google, o objetivo é dificultar a ação de criminosos que usam aplicativos falsos para aplicar golpes financeiros e espalhar malware.
O que muda para quem desenvolve apps
Para se registrar, o desenvolvedor precisa fornecer ao Google nome legal, endereço e dados de contato. Também pode ser exigido um documento de identidade emitido por governo.
Sem concluir essa etapa, o aplicativo não pode mais ser instalado pelo caminho convencional, nem por fora da Play Store.
Depois de críticas de desenvolvedores independentes, o Google abriu duas concessões: um fluxo alternativo de instalação e contas que permitem colocar apps de terceiros em até 20 dispositivos.
As mudanças não resolvem, porém, a objeção central levantada por parte da comunidade de desenvolvedores. Para eles, uma única empresa passa a controlar o caminho de instalação de quase todos os aparelhos Android fora da China.
Na prática, instalar um app fora da loja oficial deixa de ser simples e vira processo mais restrito e técnico.
O que acontece agora
A regra passa a valer em todos os aparelhos Android certificados nos quatro países já nesta terça (30/9). A mudança chega dias depois de o Google completar 28 anos e anunciar planos de dobrar sua estrutura no Brasil.
A Play Store já vinha reforçando barreiras contra fraude: em maio, a loja passou a alertar usuários sobre aplicativos zumbis instalados no celular.
Quem já caiu em um golpe digital pode seguir o passo a passo que a TV Sim publicou sobre o que fazer imediatamente após phishing.





























