A Polícia Federal prendeu em flagrante 23 pessoas nesta quinta-feira (1º) por suspeita de compra de votos em Roraima. As prisões ocorreram em duas ações distintas de fiscalização eleitoral da corporação, a três dias do 1º turno, marcado para domingo (4).
Na primeira ação, um homem foi abordado com uma lista de nomes de eleitores e R$ 33.720 em dinheiro. Para a PF, os elementos reunidos até agora indicam que o valor seria usado para comprar votos.
Na segunda ação, outras 22 pessoas foram presas em flagrante. A PF diz ter identificado um esquema em que eleitores recebiam dinheiro em troca do voto.
Cada eleitor teria recebido R$ 400.
Foram autuados tanto quem distribuía o dinheiro quanto os eleitores que admitiram ter recebido os valores. Os 23 presos foram levados à Superintendência Regional da PF em Roraima para os procedimentos de polícia judiciária.
A prisão dos 23 ocorre na mesma semana em que a PF prendeu, pela segunda vez, o candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB), também por suspeita de corrupção eleitoral em Roraima.
O caso de Roraima soma-se a uma conta que já passa da dezena de milhões em todo o país. Nos últimos dez anos, a PF já apreendeu recursos de corrupção eleitoral que somam mais de R$ 43 milhões no país.
Por que a PF só pode prender em flagrante agora?
A legislação eleitoral proíbe prender ou deter candidatos e eleitores a partir de 29 de setembro, cinco dias antes do 1º turno, exceto em flagrante delito. A regra vale até 48 horas depois do fim da votação, neste caso até 6 de outubro.
Fora o flagrante, a lei só permite prisão de eleitor por sentença condenatória de crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto, quando a vítima sofre violência que a impede de votar.
O que acontece agora
O 1º turno das eleições 2026 acontece neste domingo (4). A operação de fiscalização da PF segue até 48 horas após o fim da votação, prazo em que novas prisões em flagrante por compra de votos ainda podem ocorrer.






























