O Serviço Secreto dos Estados Unidos prendeu, na quinta-feira (5 de novembro), o venezuelano Ronny Yordrix Guanipa Chirinos perto da Casa Branca, suspeito de planejar matar o presidente Donald Trump. A informação é do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS).

Agentes encontraram um rifle AR-15, uma arma tipo MAC-10 e uma pistola Glock 43X no carro, que era roubado. Segundo o secretário do DHS, Markwayne Mullin, o suspeito é um imigrante em situação irregular.

Guanipa Chirinos entrou no país pela fronteira com o México em março de 2024, segundo Mullin.

Em interrogatório, ele disse ter ouvido vozes mandando que matasse Trump, segundo a reportagem.

Uma série que já tem ao menos 6 episódios

O caso se soma a uma sequência de ataques e planos contra Trump identificados desde 2024.

Em julho daquele ano, Thomas Matthew Crooks atirou contra Trump num comício em Butler, na Pensilvânia: o então candidato foi atingido de raspão na orelha, e um participante do evento morreu.

Dois meses depois, em setembro de 2024, Ryan Routh foi flagrado armado perto do campo de golfe de Trump em West Palm Beach, na Flórida, e depois condenado por tentativa de assassinato. No mesmo ano, o FBI identificou dois planos de atentado ligados ao Irã.

Publicidade

Em fevereiro de 2026, o Serviço Secreto matou a tiros um homem armado que tentava invadir a propriedade de Trump em Mar-a-Lago. Outro plano foi identificado no jantar dos Correspondentes da Casa Branca, já em 2026.

Contando o caso desta semana, são ao menos seis episódios em pouco mais de dois anos.

O que muda a cada novo episódio

Cada caso levou a um reforço nos protocolos de segurança ao redor de Trump e da Casa Branca. Depois de Butler, o Serviço Secreto passou a usar mais snipers em comícios; depois de Mar-a-Lago, o perímetro de segurança da propriedade foi ampliado.

A diferença entre os episódios está no tipo de ameaça: de atirador solitário em comício a plano ligado a país estrangeiro, passando agora por um caso que mistura a política migratória americana com uma crise relatada de saúde mental.

Guanipa Chirinos está sob custódia do U.S. Marshals Service, e o ICE, órgão de imigração dos EUA, pediu a detenção migratória dele.

Mullin usou o caso para criticar a política de imigração do governo anterior, dizendo que o suspeito "é um estrangeiro ilegal da Venezuela que foi liberado" no país durante a gestão Biden.

O caso chega enquanto a Suprema Corte americana julga regras sobre a prisão de imigrantes sem fiança.

O ponto em aberto

O padrão dos últimos dois anos levanta uma pergunta que a sequência de casos ainda não responde: por que a segurança reforçada depois de cada episódio não impede o seguinte. Butler, West Palm Beach, Mar-a-Lago e agora a Casa Branca são ameaças de naturezas diferentes.

Isso torna cada novo protocolo uma resposta ao último ataque, não aos próximos.