O Grupo Casas Bahia, em recuperação judicial, informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que adiou de 11 de novembro para 10 de dezembro a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026. A empresa cita necessidade de mais tempo para consolidar as informações contábeis.
Por que a empresa pediu mais tempo
Segundo o comunicado ao mercado, o prazo adicional serve para concluir a elaboração, a consolidação e a revisão das informações contábeis e financeiras, no contexto dos processos operacionais da recuperação judicial em curso, que envolve dez empresas do grupo.
A extensão do cronograma visa assegurar a consistência, precisão e conformidade técnica das demonstrações financeiras a serem divulgadas, bem como o pleno atendimento às exigências regulatórias aplicáveis, diz o comunicado.
O histórico de atrasos em meio à crise
Não é a primeira vez que a Casas Bahia adia a prestação de contas. O balanço do segundo trimestre, fechado em 30 de junho, também foi adiado, de quarta-feira (12 de agosto) para sexta-feira (14 de agosto).
Naquele trimestre, a empresa registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões, 18 vezes maior que no mesmo período do ano anterior, citando o plano que incluiu o fechamento de 298 lojas.
No dia do pedido original, em agosto, as ações da Casas Bahia (BHIA3) chegaram a despencar 26% na Bolsa.
O que acontece agora
Em 21 de outubro, a Justiça de São Paulo aprovou o processamento da recuperação judicial de dez empresas do grupo, com dívida de R$ 17,3 bilhões e mais de 28 mil credores. A empresa tem até 180 dias de proteção contra cobranças de credores.
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A companhia também precisa apresentar o plano dentro do prazo definido pela Justiça.
Em outubro, também trocou o comando da recuperação judicial.
A empresa também pediu à Justiça a liberação de R$ 750 milhões para pagar demitidos. O pedido original de recuperação judicial foi protocolado em 16 de agosto. A dívida informada na ocasião já era de R$ 17,3 bilhões.






























