O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, convidou o novo chanceler da Venezuela, Oliver Blanco, para visitar o Brasil, durante encontro em Madri, na Espanha, na terça-feira (3 de novembro), à margem da Cúpula Ibero-Americana. Blanco aceitou o convite.
Foi o primeiro encontro entre os dois desde que Blanco assumiu a chancelaria venezuelana na semana anterior, por determinação da presidente em exercício Delcy Rodríguez.
Segundo o Itamaraty, os dois chanceleres trataram da crise que a Venezuela enfrenta desde os terremotos de junho, além da "retomada de temas de interesse comum, como as relações comerciais e a cooperação amazônica".
O que mudou na diplomacia da Venezuela
Blanco substituiu Félix Plasencia, remanejado para a área de Assuntos Internacionais da Presidência. Ele já atuava na diplomacia venezuelana, responsável pelo relacionamento do país com nações europeias e norte-americanas, e dias após assumir viajou aos Estados Unidos.
Lá, se reuniu com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em um sinal de alinhamento à gestão de Donald Trump.
O canal de diálogo com a Casa Branca contrasta com a postura de confronto que Nicolás Maduro mantinha com Washington, a quem responsabilizava por parte da crise econômica e humanitária do país.
Desde o início do ano, a Venezuela é governada por Delcy Rodríguez, que assumiu depois que Maduro foi capturado e retirado do poder pelos Estados Unidos.
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Vice-presidente de Maduro, ela adotou uma postura de aproximação com os americanos, que passaram a ter papel central na administração do país e no controle das reservas de petróleo venezuelanas. Os Estados Unidos já retiraram sanções a aliados do novo governo venezuelano.
O que acontece agora
O Itamaraty não informou data para a visita de Blanco ao Brasil. O encontro em Madri integrou a agenda que antecedeu a 30ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, também na Espanha.
O Brasil sempre defendeu o diálogo com o governo venezuelano e criticou a captura de Maduro pelos EUA. Fontes diplomáticas afirmam que a relação bilateral não deve ser fragilizada apesar da aproximação com os EUA, embora o Brasil pregue cautela sobre os rumos do país.































