O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soma 20 ações de investigação judicial eleitoral abertas para apurar abuso na campanha presidencial de 2026, segundo o site Conjur. Dez foram movidas pela campanha de Flávio Bolsonaro, oito pela coligação de Lula, e duas pelo partido Novo.
Todas as ações estão sob relatoria do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, eleito para o cargo em 29 de setembro. O TSE recebeu quatro novas ações apenas na última semana.
As ações alegam abuso de poder econômico e político, uso indevido da máquina pública e campanhas de desinformação nas redes sociais.
Entre os casos, estão a suspeita de programação de rádio governamental favorável a Lula e de canais de WhatsApp, como "Tropa do Flávio" e "Exército do Lula", usados para disseminar conteúdo coordenado.
Publicidade
O que está em jogo nas ações
A punição mais severa prevista é o cancelamento do registro de candidatura, a perda do mandato e a inelegibilidade por oito anos. Uma das ações ainda aguarda aceitação da Justiça Eleitoral e alega interferência dos Estados Unidos a favor de Bolsonaro.
Mesmo com o resultado do 2º turno já definido, a Justiça Eleitoral segue analisando se houve abuso na campanha que elegeu o novo presidente.
Publicidade
O caso avança mesmo após o fim da disputa. O TSE já marcou a diplomação de Lula e Alckmin para 12 de dezembro, data que pode ser afetada se alguma ação prosperar.
O que acontece agora
O TSE já havia contabilizado 29 ações pendentes em 30 de outubro, número que caiu para 20 com decisões já tomadas pelo corregedor nas últimas semanas.
A equipe de Flávio Bolsonaro já desistiu de abrir novas ações no tribunal, mas as 10 que já apresentou seguem em análise.































