Levantamento identificou 106 seções eleitorais que registraram voto unânime para Lula no segundo turno, sem nenhum voto para Flávio Bolsonaro. O número representa 0,02% das mais de 497 mil seções do país, segundo reportagem da Deutsche Welle publicada na terça-feira (3 de novembro).
As 106 urnas somaram, ao todo, 14.860 votos, todos para Lula. A diferença entre os dois candidatos no 2º turno foi de 4,4 milhões de votos, uma distância que a votação unânime não chega perto de reverter.
As seções ficam, principalmente, em áreas rurais e indígenas do Norte e do Nordeste, onde Lula mantém bases de apoio consolidadas.
Por que o fenômeno não é fraude
O fenômeno de seções com votação unânime existe desde 2002 e se repete em toda eleição. Em 2018, o petista Fernando Haddad recebeu votação exclusiva em 328 seções, com 36 mil votos, e mesmo assim perdeu.
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Nem com votação unânime um candidato consegue decidir uma eleição presidencial, mostra o histórico desde 2002. Em 2022, foram 141 urnas sem voto para Jair Bolsonaro e apenas duas sem voto para Lula.
Segundo a reportagem, tanto a Justiça Eleitoral quanto observadores internacionais atestam que o sistema de votação brasileiro é seguro.
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Quem já desmentiu a alegação de fraude
Não é a primeira vez que a segurança das urnas é questionada neste ciclo eleitoral. A urna eletrônica brasileira nunca teve fraude comprovada em 30 anos, segundo o TSE.
Na véspera do 2º turno, a troca de 421 urnas também não foi sinal de fraude, mas parte da manutenção padrão do sistema.
Depois da derrota de Flávio, o próprio PL, partido do senador, criticou a carta em que ele alegou fraude nas urnas e reconheceu a vitória de Lula.































