O Amazonas chegou a 47 municípios em estado de emergência por falta de chuva, segundo o Comitê Permanente de Enfrentamento de Eventos Climáticos e Ambientais do estado. Outros 15 municípios estão em alerta, e a crise já afetou 146.425 famílias, segundo a Defesa Civil.

A capital, Manaus, está entre os municípios em alerta. A qualidade do ar está crítica em pelo menos nove cidades, e Parintins registrou classificação "péssima" no fim de semana.

Em 20 de outubro, o número de municípios em emergência era 40. A crise cresceu em sete cidades em duas semanas.

O que mudou desde a última emergência

Entre 1º de junho e 30 de outubro, o Amazonas combateu 24.414 focos de incêndio, com 1.500 pessoas e 18 aeronaves mobilizadas. O governo decretou proibição do uso do fogo por 120 dias e declarou emergência ambiental por mais 180 dias.

A Defesa Civil distribuiu mais de 13 toneladas de suprimentos às famílias atingidas, entre cestas básicas e caixas d'água.

Por que a seca preocupa mais este ano

A vazante de 2026 lembra o padrão de 2023, segundo o Serviço Geológico do Brasil. Em outubro de 2024, o Rio Negro bateu o recorde histórico de seca em Manaus, com 12,11 metros; em 2023, havia chegado a 12,70 metros.

O órgão projetou, em setembro, que o rio pode baixar a até 13 metros neste ano, perto dos piores patamares já vistos. A seca no Norte já pode encarecer o frete em contêiner em até 150%, por causa do transporte fluvial mais lento.

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A fumaça das queimadas também preocupa a saúde pública: em outubro, Manaus e Santarém já tinham registrado ar muito insalubre por causa dos incêndios na região.

O que acontece agora

O decreto de emergência ambiental vale por 180 dias, com revisão periódica do comitê conforme a evolução dos rios. A Defesa Civil mantém monitoramento diário da qualidade do ar nos municípios mais afetados.

O período mais crítico da seca costuma ir até dezembro.