O republicano Dan Sullivan, senador dos Estados Unidos pelo Alasca e aliado do presidente Donald Trump, aparece atrás da democrata Mary Peltola nas pesquisas para o Senado americano na terça-feira (3 de novembro), com a democrata à frente por cerca de dois pontos percentuais.
A média das pesquisas dá a Peltola 48,2% contra 46,4% de Sullivan.
O Alasca é um estado tradicionalmente republicano e tem pouca expressão na política nacional dos Estados Unidos. Mas pode protagonizar uma das maiores derrotas de Trump nas midterms que decidem o controle do Congresso americano, segundo reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo.
"Lá no outro lado do país, um estado com uma população muito menor do que a do Texas, o Alasca, está chamando muita atenção. E as urnas por lá vão continuar abertas até as 3h do horário de Brasília", descreveu a correspondente Carolina Cimenti.
O que pesa contra o aliado de Trump no Alasca
Pesa contra Sullivan o custo de vida no estado. Cerca de 95% dos alimentos consumidos no Alasca vêm de fora, trazidos por navio. O preço do diesel subiu 70% desde fevereiro, quando Trump iniciou a guerra contra o Irã.
O custo do frete foi repassado aos consumidores. É a margem mais apertada entre os estados decisivos do Senado nesta eleição, segundo pesquisa do New York Times com o instituto Siena, que apontou Peltola com 48% contra 46% de Sullivan.
A alta no custo de vida abalou a candidatura de Sullivan, que apoia as medidas do presidente.
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Peltola, que disputou e perdeu por pouco a vaga que tinha na Câmara em 2024, promete baixar o custo de vida e priorizar pescadores locais e povos indígenas. A pesca é um dos pilares da economia do estado.
O que acontece agora
Agora, a atenção se volta também para a Justiça. Um juiz federal rejeitou, no domingo (1º de novembro), a ação movida pelo governo Trump para impedir a certificação do resultado caso Sullivan perca. O Departamento de Justiça já recorreu da decisão.
A juíza Sharon Gleason decidiu que o Departamento de Justiça não tinha legitimidade para processar o estado do Alasca, a diretora da Divisão de Eleições, Carol Beecher, e as juntas eleitorais locais.
O argumento da ação era que eleitores poderiam ter se confundido com dois candidatos de nomes parecidos na cédula de voto por ordem de preferência do estado.
O resultado de hoje decide também o Congresso americano, disputa que teve gasto recorde de quase US$ 12 bilhões e que o Brasil acompanha pelo efeito nas negociações do tarifaço com os Estados Unidos.
As urnas do Alasca fecham às 3h de quarta-feira (4 de novembro) no horário de Brasília.































