A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 31%, o nível mais baixo de qualquer um de seus dois mandatos, segundo pesquisa Reuters/Ipsos encerrada nesta segunda-feira (19). A queda chega a duas semanas das eleições legislativas de 3 de novembro.
Foi uma queda de 1 ponto percentual em relação a duas semanas antes. A pesquisa ouviu 1.679 adultos americanos ao longo de quatro dias, com margem de erro de 2 pontos.
Na pergunta sobre em qual partido os eleitores votariam para o Congresso hoje, os democratas abrem 12 pontos de vantagem sobre os republicanos (47% a 35%). Há duas semanas, essa vantagem era de 7 pontos.
Por que a aprovação de Trump está tão baixa?
Os americanos estão preocupados com os altos preços da gasolina. A popularidade de Trump vem caindo desde que ele ordenou ataques militares contra o Irã, em fevereiro, ao lado de Israel — a guerra elevou os preços dos combustíveis.
Segundo a pesquisa, 68% dos americanos desaprovam a forma como Trump lida com a economia, incluindo 37% dos próprios eleitores republicanos.
Entre as mulheres, 50% disseram que votariam nos democratas, contra 32% que escolheriam republicanos. Essa diferença é a maior responsável pela queda no apoio ao partido de Trump; os homens também favoreceram os democratas, mas por margem menor.
A guerra no Irã também já havia encarecido combustível e comida fora dos Estados Unidos, segundo discurso do presidente Lula na ONU.
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Quem mais está perdendo apoio junto com Trump?
Entre eleitores hispânicos, a aprovação de Trump caiu a 24%, a pior marca em qualquer um dos dois mandatos dele com esse grupo. Na cédula genérica, 52% dos hispânicos diriam que votariam nos democratas, contra 26% nos republicanos.
É a maior vantagem democrata entre eleitores hispânicos desde que Trump assumiu o cargo atual — um sinal de que o desgaste não fica só entre independentes, mas chega a um grupo que o partido disputa há anos.
A queda não é recente nem exclusiva desta pesquisa. Em setembro, a aprovação de Trump já havia caído a 32%, puxada pelo custo de vida, e republicanos importantes começaram a se afastar dele no mesmo período.
O ponto em aberto
As pesquisas de cédula genérica não captam as nuances de cada distrito. Os republicanos mantêm vantagens estruturais nas disputas estado a estado que decidem o controle do Senado e da Câmara.
A dúvida é se uma desaprovação recorde basta para superar essa vantagem de mapa em 3 de novembro, ou se os democratas vão converter a vantagem nacional em poucos assentos a mais, como em outros ciclos parecidos.





























