Lula começou a negociar o 2º escalão do governo que assume em 5 de janeiro de 2027. Entre os nomes cotados estão o senador eleito Camilo Santana (PT-CE) para a Casa Civil e o presidente do PSB, João Campos, para Ciência e Tecnologia.

O ex-governador da Bahia e também senador eleito Rui Costa (PT-BA) é cotado para a Infraestrutura. Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que já comandou Portos e Aeroportos, é cotado para a Secretaria de Relações Institucionais.

Se Rui Costa deixar o Senado, quem assume é o suplente Ronaldo Carletto, do Avante. São, segundo o Jornal Grande Bahia, relatos de bastidores, não nomeações oficiais. Dario Durigan, ministro da Fazenda desde março, é um dos nomes em avaliação para seguir no cargo.

Quais são os desafios da escolha?

Os desafios vão além de escolher nomes de confiança. Lula precisa equilibrar os interesses dos partidos da base aliada sem perder sustentação no Congresso, segundo cientistas políticos ouvidos pelo Diário de Pernambuco.

Será necessário administrar os interesses de diferentes partidos que integram sua base.

A avaliação é do cientista político Alex Ribeiro, em entrevista ao Diário de Pernambuco.

O cientista político Fábio Chap, no mesmo veículo, questiona o rumo econômico: "A gente vai ter um ministro da Fazenda que vai fazer ajuste fiscal?" Para Chap, o presidente deve priorizar "a mobilização popular, o legado, a biografia dele" na escolha dos nomes.

Como fica o espaço de Pernambuco no governo?

Pernambuco já tem cinco nomes no primeiro escalão do governo Lula: Wolney Queiroz na Previdência, José Múcio na Defesa, Luciana Santos em Ciência e Tecnologia, André de Paula na Agricultura e Frederico Siqueira Filho nas Comunicações.

Publicidade

A entrada de João Campos ampliaria o espaço do PSB num primeiro escalão hoje dominado por nomes do PT e devolveria à legenda a pasta de Ciência e Tecnologia, hoje com a ministra Luciana Santos, do PCdoB.

O pai dele, Eduardo Campos, comandou a mesma pasta entre 2004 e 2005.

João Campos fez campanha pela tecnologia em Pernambuco antes de perder a disputa pelo governo do estado para Raquel Lyra, no 1º turno.

O que acontece agora

O mesmo movimento de reacomodação já levou Lula a fechar um acordo para levar Pacheco ao STF. Na Fazenda, o nome segue em aberto, depois que o presidente do BC negou estar cotado para o cargo.

A nova legislatura do Congresso toma posse em 1º de fevereiro de 2027, um mês depois de Lula. Mesmo com os nomes definidos, distribuir ministérios não assegura maioria estável no Congresso, alerta o Jornal Grande Bahia.