A Polícia Militar matou, na sexta-feira (30 de outubro), o suspeito apontado como responsável por ajudar na fuga do atirador que baleou o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos em São Caetano do Sul, em junho deste ano, deixando-o gravemente ferido.

Jeovane Junior da Silva, o "Juninho", foi atingido em confronto com a Rota na zona leste de São Paulo, pela manhã.

Segundo a Polícia Militar, agentes receberam denúncia sobre a localização de um homem procurado pela Justiça em um imóvel. Os policiais afirmam que foram recebidos a tiros ao chegar ao local e reagiram.

Juninho foi atingido, desarmado e socorrido, mas teve a morte constatada no hospital. Conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP), havia mandado de prisão contra ele por homicídio e organização criminosa.

Este é o sétimo morto pela Rota durante as buscas por suspeitos de participação no crime contra o tenente. Outras cinco pessoas já foram presas.

O que se sabe sobre o ataque contra o tenente

Pimentel trafegava de moto à paisana por São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, quando foi surpreendido por tiros de dois suspeitos, em 27 de junho. Ele ficou gravemente ferido.

A última atualização sobre o estado de saúde dele é de que permanece internado na UTI de um hospital em Santo André. A família interrompeu a autorização para divulgar o quadro clínico do tenente.

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Segundo as investigações, houve planejamento prévio no ataque, e a polícia apura envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ainda não há conclusão sobre a motivação.

O estado de São Paulo tem outras frentes abertas contra a facção: em agosto, uma operação com 110 policiais mirou o PCC por sequestro e tortura de um advogado no litoral paulista.

O tenente é irmão mais velho de Eloá Pimentel, jovem de 15 anos assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, depois de ser mantida refém por mais de 100 horas.

O que acontece agora

As últimas duas prisões ligadas ao caso ocorreram em 24 de julho: a esposa e o enteado de Hércules da Costa Siqueira, o "Golias", apontado como executor do atentado. Golias tentou fugir com a família para o litoral paulista e segue foragido.

A CNN Brasil pediu mais detalhes da operação da sexta-feira (30 de outubro) à SSP, que não respondeu até a publicação da reportagem.