O diretório do PT no Paraná publicou, na segunda-feira (26), a mensagem "Deltan, vc é o próximo…", dirigida ao senador eleito Deltan Dallagnol. Ele recebeu 2.904.594 votos no primeiro turno e chamou a postagem de ameaça aos eleitores que votaram nele.

A frase integra os bastidores da disputa jurídica que acompanha o mandato desde a eleição de Dallagnol, no primeiro turno, ao lado de Filipe Barros na outra vaga do Paraná.

Ele foi cassado como deputado federal em maio de 2023, quando o TSE entendeu que deixou o Ministério Público em meio a um processo administrativo, violando a Lei da Ficha Limpa.

Não deu nem 24 horas depois da eleição, o PT já ameaça os 3 milhões de votos que o Paraná confiou a mim

A frase é de Dallagnol, em resposta à publicação do partido. O PT, por outro lado, afirma que a mensagem se refere à ação que já contesta o registro de candidatura dele no TSE, não a uma ameaça pessoal.

O episódio expõe a tensão que sobra do 2º turno mesmo depois da eleição decidida.

As eleições de 2026 tiveram alto grau de judicialização. Foram 2.265 processos submetidos ao TSE em todo o país, entre representações e pedidos de direito de resposta, volume que ajuda a explicar por que casos como o de Dallagnol ainda não fecharam.

O que acontece agora

O TSE precisa julgar a candidatura de Dallagnol antes da diplomação dos eleitos, marcada para 18 de dezembro. Em 3 de outubro, um ministro do tribunal já havia rejeitado o registro, decisão que acabou revista.

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O caso já tinha passado por um julgamento adiado pelo TSE dias depois de Dallagnol ser eleito.

O nome dele voltou à cena política nesta semana por outro motivo: Flávio Bolsonaro o escalou para analisar o sigilo do processo de Lula no STF.

Enquanto o TSE não decide, Dallagnol segue no cargo normalmente, com os mesmos direitos de qualquer senador eleito.