A Organização dos Estados Americanos (OEA) mobiliza 91 observadores para o 2º turno da eleição presidencial deste domingo (25). É a maior missão que a entidade já montou em solo brasileiro, e cobre 21 estados, o Distrito Federal e seis cidades no exterior.

A missão da OEA integra um grupo maior: o TSE convidou sete organismos internacionais para acompanhar as eleições de 2026, somando mais de 140 especialistas em todas as etapas do pleito.

Participam ainda o Parlasul (Parlamento do Mercosul), a União Europeia, convidada pelo TSE ainda em junho, a Liga Árabe, a Roaje-CPLP, a Uniore e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).

A missão é chefiada por Insulza, ex-secretário-geral da OEA, com apoio do ex-chanceler paraguaio Eladio Loizaga e do ex-embaixador uruguaio Agustín Espinosa Lloveras.

As seis cidades monitoradas no exterior são Buenos Aires, Lisboa, Londres, Miami, Nova York e Washington.

No 1º turno, em 4 de outubro, a OEA havia enviado seis observadores. Agora são 91 — é a maior missão que a organização já montou em território brasileiro, segundo o TSE.

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O que os observadores fazem na votação

Os observadores circulam pelas seções eleitorais e acompanham a instalação das urnas, a votação e o encerramento dos trabalhos, de olho na logística e no ambiente de desinformação. Eles não interferem na Justiça Eleitoral nem têm poder para mudar o resultado.

Depois da votação, cada missão produz um relatório público que ajuda a validar a legitimidade do processo perante a comunidade internacional.

Alguns grupos aplicam a tabulação paralela de votos (PVT). Eles visitam seções sorteadas e anotam os boletins de urna, para comparar depois com os dados oficiais do TSE.

A OEA já havia elogiado a organização do 1º turno, embora tivesse alertado para o ambiente de desinformação. Antes disso, o TSE chegou a barrar 14 grupos antes de liberar a lista de observadores credenciados para o pleito.

O que acontece agora

A votação do 2º turno começa às 8h deste domingo (25) e termina às 17h. Os observadores acompanham a apuração em seguida e, nas semanas seguintes, cada organização publica seu relatório final com recomendações para a Justiça Eleitoral.