O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a entrada de 14 organizações que pediram observar a eleição deste domingo (4), entre elas o espanhol Foro Madrid, ligado à extrema direita. O tribunal credenciou mais de 140 observadores de sete entidades, como OEA e União Europeia.
Completam a lista dos vetados a portuguesa Alternativa Democrática Nacional (ADN), também de extrema direita, o Parlamento Internacional de Direitos Humanos e a rede Worldwide Elections, além de observatórios eleitorais latino-americanos.
Entre os aprovados estão organizações multilaterais tradicionais, como a OEA e a União Europeia. Entre os vetados há grupos de extrema direita europeus, como o Vox espanhol e a ADN portuguesa. O TSE não detalhou os critérios usados.
A decisão foi tomada na noite de terça-feira (30).
Segundo o TSE, observadores internacionais são "representantes de organizações estrangeiras ou multilaterais que acompanham de forma independente todas as etapas da votação no país".
Quem são os observadores aprovados para a votação?
Sete organizações têm credencial oficial para observar a eleição deste domingo: a OEA, a União Europeia, a Liga dos Estados Árabes, o Parlasul, a Roaje-CPLP, a Uniore e a RMJE. O Carter Center integra o grupo à parte, como observador independente.
A missão da OEA, anunciada no fim de setembro sob a liderança do chileno José Miguel Insulza, é a maior entre as credenciadas: soma 91 observadores de 23 países, distribuídos por mais de 20 estados e o Distrito Federal.
Para o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, os observadores internacionais são "pilares da confiança pública" no processo eleitoral. Segundo ele, as missões avaliam "a integridade dos sistemas e o cumprimento da legislação, sugerindo aperfeiçoamentos contínuos".
O que acontece agora
A votação deste domingo (4) é a fase mais observada do calendário eleitoral: os representantes internacionais acompanham, ao lado dos observadores brasileiros credenciados, a abertura das seções, a votação e a totalização dos resultados, à noite.
O Brasil já havia negado visto a dois enviados dos Estados Unidos que queriam tratar das urnas antes da eleição. O episódio, revelado em julho, mostra que o critério seletivo do TSE para visitas estrangeiras ligadas ao pleito não é novo.
O tribunal também já havia reunido embaixadores para reforçar a confiabilidade das urnas depois de falas que questionavam o sistema eletrônico de votação. A iniciativa ocorreu em agosto, antes do atual ciclo de credenciamento.
A OEA concentra quase dois terços de todos os observadores credenciados para o pleito deste domingo.






























