A Justiça Eleitoral alterou 394 seções de votação para o 2º turno deste domingo (25), segundo atualização do painel de dados do TSE às 15h30 deste sábado (24). A mudança afeta cerca de 123 mil eleitores, 0,08% do total de seções do país.

O número de locais de votação (prédios que podem reunir várias seções) alterados é menor: 106. A diferença existe porque um mesmo prédio pode abrigar diversas seções eleitorais, cada uma com sua urna e sua mesa de mesários.

Por que as seções mudam de lugar?

As alterações acontecem por motivos extraordinários, e só são feitas quando os tribunais regionais identificam risco aos eleitores: problemas de infraestrutura no prédio, questões de segurança pública ou situações climáticas, como queimadas e fortes chuvas. Em alguns casos, a transferência é preventiva.

Minas Gerais aparece entre os líderes mesmo sendo o 2º maior colégio eleitoral do país, o que torna o impacto proporcional pequeno ali.

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Já a concentração de mudanças no Nordeste e no Norte segue o padrão de risco climático e de infraestrutura que o TSE associa às alterações, mais raras no Sul e no Centro-Oeste.

Na segunda-feira (19), os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais assinaram nota conjunta classificando as mudanças como "excepcionais". Um dia depois, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, foi além.

Ele disse que a alteração era 94% menor que a registrada nas eleições gerais de 2022. A alegação de queda contrasta com a confusão que o próprio painel do tribunal gerou na mesma semana.

Por que os números do TSE variaram tanto

No sábado anterior (17/10), o próprio painel do TSE chegou a mostrar 4.289 seções alteradas. No domingo seguinte (18/10), o número caiu para 1.397.

Segundo o secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito, a divergência ocorreu porque o sistema somava também as alterações já feitas para o 1º turno, que não valem mais para a nova rodada.

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Corrigido o erro, o painel caiu para 362 na quinta (22) e para 394 neste sábado.

O episódio é o mais recente de uma sequência de atualizações: o TSE já havia reduzido o número para 444 em 19/10, e depois confirmado 442 seções alteradas em 21/10, antes da correção que levou aos 394 atuais.

O caso mostra como um dado técnico e aparentemente simples pode gerar desconfiança sobre o processo eleitoral, mesmo quando a causa é uma falha de sistema, não uma irregularidade na votação.