Investidores estrangeiros investiram R$ 20,99 bilhões na Bolsa brasileira entre 1º e 16 de outubro, sustentando a sequência de altas do Ibovespa na reta final da eleição. O índice fechou em 205.082,56 pontos nesta sexta-feira (23), véspera do 2º turno.

O pregão de sexta subiu 0,47% (962,44 pontos), puxado por Petrobras (+1,47%), Vale (+0,67%) e Banco do Brasil (+3,34%), que teve o melhor desempenho entre os bancos.

O dólar fechou em R$ 4,993, queda de 0,90% no dia e de 1,64% na semana. A inflação prevista pelo IPCA-15 de outubro veio em 0,32%, abaixo do esperado pelo mercado.

"Já está em boa parte precificado que Flávio vai ganhar, mas há espaço para valorização" do real caso o resultado se confirme, disse Jonathan Joo Young Lee, head da mesa de câmbio e internacional da Mirae Asset.

Para Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, o movimento é um "trade eleitoral": o mercado reage à perspectiva de uma gestão fiscal mais previsível, qualquer que seja o vencedor de domingo.

Nem todo investidor aposta na calmaria. O volume de contratos em aberto de opções do EWZ, fundo que replica ações brasileiras na Bolsa de Nova York, saltou para 12,2 milhões, com mais apostas pagando se o Ibovespa cair depois do resultado.

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O cenário é o oposto do de agosto, quando estrangeiros tiraram R$ 15,6 bilhões da Bolsa brasileira. Em dois meses, o fluxo girou de saída para entrada.

Por que o mercado reage à eleição

Segundo a Mirae Asset e a Blue3 Investimentos, o preço das ações já embute boa parte das pesquisas que apontam Flávio à frente, com foco na agenda fiscal do próximo governo. Investidores locais seguem mais cautelosos que os estrangeiros, à espera da confirmação nas urnas.

Logo depois do 1º turno, em 4 de outubro, o movimento já tinha se repetido: o Ibovespa bateu 206 mil pontos e o dólar caiu para R$ 5.

Na quinta (22), o dólar já vinha caindo com o petróleo em alta e a eleição no radar.

O que acontece agora

A Bolsa volta a operar na segunda-feira (26), já com o resultado do 2º turno conhecido. Analistas apontam o comportamento do dólar e do Ibovespa na abertura como primeiro termômetro da reação do mercado ao novo governo.