O Quênia confirmou, na sexta-feira (23), a 2ª morte por ebola no país. A vítima, uma mulher, era parente próxima do primeiro caso confirmado no Quênia, que também morreu. Ela estava em quarentena quando os sintomas começaram, em 13 de outubro.
"Esta morte eleva o número de óbitos para dois entre os nove casos confirmados", informou o Ministério da Saúde do Quênia. A taxa de letalidade no país chega a 22%.
De onde veio o surto
O surto começou na República Democrática do Congo, que concentra 9.704 casos e ao menos 4.687 mortes. A doença já chegou a uma 8ª província do país, Ubangui Norte, segundo balanço divulgado em outubro.
A disseminação internacional já passa de três países vizinhos. Uganda teve 20 casos e 2 mortes, com surto encerrado em agosto. A Nigéria confirmou seu primeiro caso em 20 de outubro, de uma variante do vírus chamada Bundibugyo. Casos também foram registrados na França.
Mohamed Janabi, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África, classificou a situação como uma epidemia "mais complexa" depois da confirmação do caso nigeriano.
A OMS colabora com o governo do Quênia em rastreamento de contatos, quarentena e preparação de leitos de isolamento para os próximos casos.
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Desde maio, a Organização Mundial da Saúde já apontava dez países africanos sob alto risco de contaminação, o que levou o Brasil a ativar um plano de contingência próprio, mesmo sem nenhum caso confirmado em território nacional.
O que acontece agora
A OMS começou nesta semana a testar uma vacina específica para a cepa do vírus que circula no Congo, à medida que o surto se espalha para novos países.































