Os planos de governo de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para o 2º turno deste domingo (25) concordam em um ponto: os dois mantêm o fim da escala 6x1. No resto, a economia dos dois planos segue direções opostas.

Flávio propõe reduzir o IVA e o custo do trabalhador na folha de pagamento, com contratos flexíveis para jovens de 18 a 24 anos e para maiores de 50. Lula aposta na valorização do salário mínimo e na regulamentação do trabalho por aplicativo.

Propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para economia e trabalho — planos de governo registrados no TSE, consultados em 24/10/2026
TemaLula (PT)Flávio Bolsonaro (PL)
Escala 6x1Mantém o fim da escalaMantém o fim, com jornada negociável
ImpostosReforma com foco no consumo; isenção de IR até R$ 5.000Redução do IVA e da carga tributária
Contas públicasMantém o arcabouço fiscal; cobra mais de quem ganha maisNova regra fiscal; corta ao menos 10 ministérios
TrabalhoRegulamenta o trabalho por aplicativoContratos flexíveis para jovens e 50+

É o único ponto de consenso explícito entre os dois planos nesta área: a escala 6x1, com fim aprovado antes do 1º turno, segue valendo qualquer que seja o resultado de domingo.

Sobre dívida, Flávio detalha uma medida que os outros temas não têm: propõe "comprar dívidas bancárias e congelar os débitos por 6 meses pra pessoa física e 12 meses pra pessoas jurídicas".

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O documento consultado pelo Poder360 não traz proposta equivalente de Lula sobre esse ponto. O plano econômico de Flávio, aliás, já foi apontado como mais detalhado na prática do que o texto registrado no TSE.

O que muda no bolso do trabalhador

Quem está na escala 6x1 não volta a ela com nenhum dos dois eleitos: o fim já foi aprovado antes do 1º turno. A diferença prática está nos contratos: Flávio quer mais flexibilidade de jornada e remuneração; Lula, mais regulamentação para quem trabalha por aplicativo.

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O que acontece agora

As propostas valem como compromisso de campanha, não como lei. Quem vencer domingo (25) precisa enviar projetos ao Congresso para a maior parte das mudanças, como a reforma tributária adicional e os cortes de ministério.

Os planos dos dois também se opõem sobre o tarifaço dos EUA, outro ponto que deve entrar na agenda econômica do próximo governo.