O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta sexta-feira (23) o Irã de forjar ataques a petroleiros no Golfo Pérsico para elevar o preço do petróleo antes da eleição legislativa americana de 3 de novembro. A acusação saiu no Truth Social.
"O Irã está fazendo tudo o que pode para elevar o preço do petróleo antes das eleições legislativas dos Estados Unidos", escreveu Trump. "Eles até inventam ataques, minas e todo o resto", completou o presidente.
Trump afirmou ainda que, atualmente, passa mais petróleo pelo Estreito de Hormuz do que antes do início do conflito entre os dois países.
O Irã não respondeu diretamente à acusação. Segundo a agência AP, o país informou que sete petroleiros foram atacados na noite anterior à publicação do presidente americano, sem autoria reivindicada até o momento.
Antes de um comício em Iowa, Trump reconheceu que a ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã teve custo político.
"Há um preço a pagar, e eu soube disso imediatamente quando fiz isso", disse Trump a jornalistas na Casa Branca. Ele reafirmou que os Estados Unidos não podem permitir que o Irã obtenha uma arma nuclear.
Preço do petróleo sobe no Golfo
O Brent, petróleo de referência que baliza a política de preços da Petrobras, ultrapassou US$ 114 o barril nesta sexta, depois de novos ataques de rebeldes houthis a instalações sauditas.
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É o patamar mais alto desde o início da guerra entre Irã e Estados Unidos, há sete meses.
O conflito já pressiona a gasolina no Brasil. O Brent saltou de US$ 101,90 em 7 de outubro para US$ 111 em 20 de outubro, a cotação mais alta em cinco meses.
A cotação recuou para US$ 108,79 em 21 de outubro, quando o mercado leu sinais de diálogo entre Teerã e Washington sobre a reabertura do Estreito de Hormuz. Dois dias depois, voltou a subir com os novos ataques no Golfo.
O que acontece agora
A eleição legislativa dos Estados Unidos ocorre em 3 de novembro, data que Trump citou como motivação do Irã para inflar o petróleo.
Até lá, o mercado deve reagir a cada novo episódio no Golfo. A região já levou o Irã a mudar de tática no Estreito de Hormuz às vésperas da votação americana.































