Chapadão do Sul, no norte de Mato Grosso do Sul, completa 39 anos de emancipação nesta sexta-feira (23). O município, impulsionado pelo agronegócio, exportou US$ 110,68 milhões entre janeiro e abril deste ano, alta de 58,25% sobre o mesmo período de 2025.

No mesmo período de 2025, as exportações haviam somado US$ 69,94 milhões, segundo a Carta de Conjuntura do Setor Externo, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) de Mato Grosso do Sul.

A cidade também está entre as dez mais bem colocadas do estado no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, que avalia acesso à saúde, educação, segurança, moradia, saneamento básico, qualidade ambiental e oportunidades.

O que puxa o crescimento da cidade

O crescimento é puxado pelo agronegócio, com destaque para o cultivo de soja, milho e algodão. A produção é marcada pelo uso de máquinas e tecnologia, o que movimenta uma cadeia que vai do transporte ao fornecimento de insumos.

Essa dependência de maquinário tem um custo: no país, a importação de máquinas agrícolas subiu 144% e pressiona a indústria nacional. Mesmo assim, o crescimento do agro atrai investimentos e trabalhadores, e amplia a demanda por moradia e infraestrutura em Chapadão do Sul.

O contexto da safra

O avanço da cidade acompanha um momento forte para a soja no Brasil: a safra 2026/27 deve bater recorde de 110 milhões de toneladas exportadas, e o preço da saca já passa dos R$ 160.

O algodão, outra cultura forte no município, também vive alta: o preço da pluma subiu 16,8% em Nova York e saiu do piso histórico.