A eliminação do Fluminense na semifinal da Libertadores, nos pênaltis para o Palmeiras na quarta-feira (21), tem um custo financeiro alto para o clube carioca. Ele vai receber cerca de R$ 46,35 milhões pelo desempenho na competição, abaixo do que esperava faturar.
O clube perdeu a chance de embolsar até R$ 120,6 milhões a mais como campeão. Caso tivesse avançado à final que agora será entre Palmeiras e Estudiantes, receberia mais US$ 7 milhões como vice, ou US$ 24 milhões como campeão.
Somada ao que já garantiu, uma conquista levaria o clube a cerca de R$ 167 milhões só com a Libertadores.
Por que o clube abriu mão de vender jogadores
Segundo projeção apresentada ao Conselho Fiscal no início do ano, a meta orçamentária do Fluminense era chegar pelo menos às quartas de final da Libertadores. O time superou a expectativa ao avançar até a semifinal.
O presidente do clube, Mattheus Montenegro, revelou que o Fluminense recusou propostas e sondagens por jogadores que somavam cerca de US$ 60 milhões (perto de R$ 300 milhões), para manter o elenco competitivo até o fim da temporada.
"Fizemos uma conta de que tivemos, entre sondagens e propostas efetivas, 60 milhões de dólares. Só fizemos a venda efetiva do Bernal, mas poderíamos ter feito mais, e optamos por manter nosso elenco até a reta final do campeonato", disse Montenegro.
Publicidade
A aposta era clara: abrir mão de vender para tentar faturar mais na Libertadores. Sem o título ou o vice, o valor recusado nas vendas passa a pesar mais na conta final do ano.
O que acontece agora
Não é a primeira vez que o Fluminense sente o baque financeiro de uma eliminação precoce nesta temporada. Na Copa do Brasil, o time também era esperado nas quartas, mas caiu diante do Vasco ainda nas oitavas.
Agora, o Fluminense segue a temporada mirando o que ainda resta no Campeonato Brasileiro, enquanto o departamento financeiro reavalia o orçamento sem a premiação extra que a Libertadores poderia ter garantido.































