O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), confirmou nesta sexta-feira (9), em vídeo com o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, que a PEC do fim da escala 6x1 será votada em 1º turno na quarta-feira (14), com conclusão prevista para quinta (15).

A proposta tramita desde maio e precisa passar por cinco sessões de discussão no plenário antes da votação em 1º turno. Três das cinco já haviam sido concluídas até esta sexta.

A todo instante, o senador Cleitinho manifestava a favor desta pauta. E hoje estou recebendo aqui um senador, governador eleito, me perguntando como está a tramitação da PEC 221, do fim da escala 6x1. Está, Cleitinho, estará na pauta de terça, de quarta e de quinta, para deliberação no plenário do Senado Federal, como você sempre quis.

Cleitinho, eleito governador de Minas Gerais no 1º turno, apoia Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, mas defende publicamente o fim da escala 6x1 desde o início da tramitação.

"Espero que ele e todos os senadores votem pelo fim da escala. Cabe à Casa adicionar emendas para compensar os empresários", disse Cleitinho à CNN, ao afirmar que Flávio "fez um compromisso" para apoiar o texto.

Por que a votação pode se arrastar além do 1º turno

Aprovar a PEC em 1º turno não garante vigência imediata. O 2º turno exige mais três sessões de discussão e um intervalo de cinco dias úteis entre as votações, prazo que levaria a decisão para a última semana de outubro.

A base do governo Lula articula a "quebra de interstício" para votar os dois turnos no mesmo dia, antes do 2º turno presidencial de 25 de outubro.

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A líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), diz recolher assinaturas de senadores e está "convicta de que conseguirá o mínimo necessário", sem revelar quantos já fechou.

Nas sessões de discussão já realizadas, o único senador a criticar o texto foi Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), que defende mudanças na proposta antes da votação final.

Para aprovar a PEC, são necessários os votos de 49 dos 81 senadores (3/5 da Casa) em cada uma das duas votações. O governo já vinha dizendo que Alcolumbre queria concluir a votação antes do 2º turno.

O que acontece agora

A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de folga remunerada, um preferencialmente aos domingos. A transição prevista é de 14 meses: em dois meses cai para 42 horas, e um ano depois chega a 40 horas.

A PEC foi aprovada na Câmara em maio e seguiu para o Senado. Cleitinho, que cobrou o calendário de votação, foi eleito governador de Minas Gerais no 1º turno e assume em janeiro.