O resultado do primeiro turno no Brasil repercutiu em pelo menos quatro países nesta semana. O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e a opositora venezuelana María Corina Machado parabenizaram Flávio Bolsonaro (PL), que terminou à frente de Lula (PT) no domingo (4).
Netanyahu publicou a mensagem na terça-feira (5), direcionada a Flávio Bolsonaro:
Espero restaurar a extraordinária amizade entre Israel e Brasil. Desejo a você uma grande vitória, meu amigo.
A declaração chega depois de anos de tensão entre o governo Lula e Israel, sobretudo pela guerra em Gaza, tema em que o presidente brasileiro se tornou um dos críticos mais duros do país.
Netanyahu prometeu restaurar a amizade entre os dois governos caso Flávio vença o segundo turno.
Quem mais reagiu, e do lado oposto
Do lado oposto, o ex-presidente da Colômbia Gustavo Petro criticou o resultado depois de o atual mandatário colombiano, Abelardo de la Espriella, comemorar a liderança de Flávio. Petro defendeu o papel dos governos progressistas na redução da desigualdade latino-americana.
Espriella tomou posse em agosto, sucedendo Petro na presidência, e escreveu em rede social que esperava um "abraço fraterno" e que o Brasil "derrote a esquerda".
O post gerou a resposta do antecessor, que também questionou a política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a região.
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Na Venezuela, María Corina Machado, líder da oposição que não consegue voltar à Venezuela, chamou o Brasil de decisivo para o destino da América Latina e viu no resultado um sinal de esperança para a via democrática venezuelana.
Veja como cada liderança se posicionou:
| Líder | País | Reação |
|---|---|---|
| Donald Trump | Estados Unidos | Chamou o resultado de "grande vitória" |
| Javier Milei | Argentina | Disse que "a liberdade avança no Brasil" |
| Benjamin Netanyahu | Israel | Prometeu "restaurar a amizade" com o Brasil |
| María Corina Machado | Venezuela (oposição) | Chamou o Brasil de "decisivo" para a região |
| Abelardo de la Espriella | Colômbia | Desejou "abraço fraterno" e derrota da esquerda |
| Gustavo Petro | Colômbia (ex-presidente) | Defendeu o progressismo latino-americano |
O alinhamento não é inédito. Trump e Milei já haviam parabenizado Flávio Bolsonaro nos dias seguintes ao resultado.
O presidente americano, inclusive, chegou a confundir o Brasil com a Índia em uma primeira postagem sobre o resultado, antes de corrigir. O que muda agora é a entrada de vozes do Oriente Médio e da esquerda latino-americana na disputa.
O que acontece agora
O segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula acontece em 25 de outubro. Nos dois primeiros dias após o resultado, líderes de quatro países diferentes já tinham se manifestado, o que sugere que a repercussão internacional deve continuar até a votação final.
Nenhum dos líderes citados tem poder de interferir no resultado, decidido exclusivamente pelo eleitor brasileiro nas urnas. As manifestações têm efeito simbólico e diplomático. Sinalizam que alinhamentos bilaterais, como a relação com Israel ou com a Argentina, podem mudar dependendo de quem vencer.





























