Jornais como The New York Times, The Guardian e Le Monde publicaram reportagens e um manifesto sobre o primeiro turno das eleições no Brasil neste domingo (4), destacando a influência indireta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na candidatura de Flávio Bolsonaro.
O New York Times classificou a disputa como "o maior teste para a direita na América Latina" e disse que Trump impulsionou Flávio "de forma mais sutil". Candidatos de direita alinhados a Washington venceram as últimas sete disputas no continente, segundo o jornal.
The Guardian descreveu Flávio como uma versão "menos grosseira" do pai, mas "não menos extremista". O jornal britânico citou a chamada "doutrina Donroe", nome dado à política de maior intervenção dos EUA no Hemisfério Ocidental sob Trump.
A reportagem também mencionou o escândalo do Banco Master e um pedido de US$ 27 milhões para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

Já o francês Le Monde publicou um manifesto assinado por mais de 30 personalidades, entre elas Chico Buarque, o ex-jogador Raí e os economistas Thomas Piketty e Joseph Stiglitz, acusando Flávio de ser "cúmplice" da influência americana na disputa.
Por que o debate cancelado também ganhou repercussão lá fora?
Agências internacionais cobriram o cancelamento do debate presidencial que seria promovido pela TV Globo, decidido depois que duas decisões judiciais de última hora mudaram as regras do evento. A emissora alegou "insegurança jurídica" e cancelou o encontro.
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A Associated Press destacou que foi a primeira vez em duas décadas que os dois principais candidatos chegaram ao 1º turno sem confronto direto na TV. A France-Presse, a Al Jazeera e a Deutsche Welle também cobriram o episódio.
O que acontece agora
A Reuters, por sua vez, citou um relatório da Abin sobre risco de interferência estrangeira no pleito. Um ex-embaixador dos Estados Unidos já havia dito publicamente que contestar o resultado da eleição brasileira seria um erro grave para Washington.
Se a disputa for para o segundo turno em 25 de outubro, a tendência é que a cobertura internacional sobre o papel dos Estados Unidos na eleição brasileira continue nas semanas seguintes.





























