As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro deflagraram na sexta-feira (6 de novembro) a segunda fase da Operação Sinal Oculto contra um grupo suspeito de roubar, clonar e revender veículos, com oito mandados de prisão cumpridos em Realengo, Zona Oeste do Rio.
A Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) participam da ação, que mobilizou 360 policiais e contou com apoio de veículos blindados.
Até o fechamento desta reportagem, a corporação não confirmou prisões na segunda fase.
Como funcionava o esquema de clonagem
O esquema consistia em mapear dados de carros regulares anunciados on-line, como chassi, placa e Renavam, para disfarçar veículos roubados antes da revenda nas redes sociais. A investigação começou apurando essa venda e achou indícios de uma estrutura organizada para adulterar os carros.
Um dos anúncios oferecia um Toyota Corolla 2022 por R$ 8,5 mil, bem abaixo do valor de mercado. Para os investigadores, a repetição de encomendas por modelos específicos indica que o esquema de revenda pode estar alimentando os roubos de veículos na região.
O aprofundamento das investigações encontrou indícios de conexão com o comércio ilegal de armas. Os investigadores analisaram 19.777 mensagens e 2.324 áudios com referências a fuzis AK-47, armamento calibre .50, pistolas de uso restrito e registros de suspeitos portando armas de grande poder de fogo.
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É a segunda fase da Operação Sinal Oculto. Na primeira, em 27 de agosto, a polícia cumpriu nove prisões e 37 buscas contra 25 suspeitos. Na ocasião, criminosos atacaram as equipes a tiros, e um policial civil ficou gravemente ferido, atingido no rosto.
A apuração que resultou na operação teve origem no trabalho da própria DRFA, que já havia identificado 21 perfis usados para vender carros clonados no TikTok.
O roubo de veículos ligado a facções é alvo de outras frentes no Rio. Em agosto, a Operação Contenção mirou 98 suspeitos ligados ao Comando Vermelho no mesmo tipo de esquema.
O comércio de armamento pesado também motivou outras operações no estado. Em agosto, a Operação Trama de Aço mirou o tráfico de armas entre o Paraná e o Rio.
O que acontece agora
As investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema e esclarecer a ligação com o tráfico de armas, segundo a Polícia Civil. Até a publicação desta matéria, a corporação não havia divulgado se a ação resultou em prisões ou apreensões.






























