O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (14) que a Receita Federal será "escrutinada" e "atacada" durante a campanha eleitoral. A declaração foi feita no IV Congresso de Direito Tributário e Aduaneiro, em Brasília. Durigan defendeu o papel do órgão na fiscalização tributária.

Durigan classificou o órgão como uma "plataforma de inteligência do Estado brasileiro", além de arrecadar tributos. Ao defender o Fisco, questionou se o país deve proteger quem cobra impostos de donos de fundos offshore ou quem usa "conta máster" nesse tipo de fundo.

Durigan não citou nomes na fala. Mas ela ocorre dias depois de o blog da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, revelar um caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.

Segundo a publicação, ele estava cadastrado como "usuário máster" da conta de uma empresa dona de um terço de um jato particular. A aeronave foi usada numa viagem dos Estados Unidos ao Brasil em janeiro de 2025.

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Um dos donos do jato era o banqueiro Daniel Vorcaro, alvo de investigação sobre desvios no INSS.

A informação consta de uma troca de e-mails entre o banco Santander e uma secretária do advogado Willer Tomaz, descrita pela Polícia Federal num dos relatórios do caso.

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Flávio e Tomaz negam a acusação.

Em resposta ao blog, os dois afirmaram que nunca tiveram conta bancária conjunta. Eles dizem que a informação descrita no relatório da PF é falsa.

O caso de Vorcaro já havia aparecido na campanha em setembro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou Flávio de "traidor" e ligou publicamente o senador ao banqueiro em ato de campanha.