A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, divulgou nesta quarta-feira (14) lucro de US$ 1,66 bilhão no terceiro trimestre, alta de 26% sobre o mesmo período do ano passado. O resultado veio com comissões mais altas sobre os fundos dos clientes.
O lucro por ação chegou a US$ 10,57, ante US$ 8,43 um ano antes. As ações da BlackRock subiam quase 4% nas negociações do pré-mercado. Os ativos sob gestão subiram para US$ 15,49 trilhões, ante US$ 13,46 trilhões um ano antes.
O crescimento foi puxado por US$ 134,5 bilhões em novos fluxos para os ETFs iShares, carro-chefe da empresa, e pela valorização dos investimentos num mercado acionário em alta. Os fluxos para os produtos de dívida somaram US$ 78,2 bilhões no trimestre.
"Os fundamentos do mercado estão sólidos e bem sustentados, com margens mais altas e um impulso nos lucros impulsionado pelas novas tecnologias", afirmou o presidente-executivo Larry Fink, em comunicado.
No Brasil, a gestora também tem ampliado posições. Em junho, a BlackRock elevou sua fatia na Usiminas para 5,06% das ações preferenciais.
Mesmo com os mercados sólidos, o aumento dos rendimentos dos títulos e a expectativa de um novo ciclo de juros mais altos pelo Federal Reserve colocam em dúvida se a alta pode ser sustentada.
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Outras gigantes também divulgaram resultados trimestrais fortes puxados pela corrida da inteligência artificial. Em agosto, a Nvidia lucrou US$ 59,7 bilhões no trimestre, alta de 126%.
Parte dos investidores já busca proteção nas carteiras contra essa concentração em IA.





























