A Paramount concluiu nesta terça-feira (6) a compra da Warner Bros Discovery por cerca de US$ 110 bilhões, criando a Skydance, nova gigante de mídia sob o comando do executivo David Ellison. O negócio havia sido anunciado em fevereiro.
"Hoje é um dia histórico, não apenas para a Skydance, mas para toda a nossa indústria", disse Ellison em comunicado. "Não poderíamos estar mais animados para começar a trabalhar."
Ellison tirou a Warner Bros Discovery da Netflix após disputa de meses, na qual fez nove ofertas pela companhia. A Skydance agora reúne marcas como CNN, HBO Max, CBS News, o Universo DC e o Mundo Bruxo de Harry Potter sob um único controle.
A fusão passou por meses de oposição de uma coalizão de procuradores-gerais estaduais, que processou as empresas por razões antitruste. A ação só foi encerrada depois que o grupo obteve concessões de Ellison.
O que os procuradores conseguiram negociar
Entre as concessões está a criação de um conselho de independência editorial para proteger a integridade da CNN, além do compromisso de Ellison de investir US$ 1,5 bilhão adicional em filmes nos próximos cinco anos.
Centenas de profissionais de Hollywood já haviam alertado que o negócio concentraria poder corporativo, com risco de cortes de empregos. A Skydance argumenta que a fusão é um contrapeso necessário às grandes empresas de tecnologia.
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O que muda na prática para quem assiste
A companhia vai integrar Paramount+ e HBO Max em um único serviço de streaming ao longo do tempo, segundo a Olhar Digital. A nova empresa projeta receita anual de quase US$ 70 bilhões, mas começa a operação com US$ 80 bilhões em dívida líquida.
A expectativa é de milhares de demissões nos próximos meses para integrar as operações e reduzir custos.
As ações da Skydance passaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York sob o código "SKYD". Os papéis da Warner Bros Discovery deixaram de ser negociados na Nasdaq.
O que acontece agora
A TV Sim Brasil já havia informado, em 2 de outubro, que a conclusão do negócio estava prevista para esta terça-feira. Isso agora se confirma, com as ações negociando e a integração das marcas em andamento.
A fusão só avançou depois que a Justiça dos EUA liberou a compra, no fim de setembro, e depois que o ex-CEO da Mattel, Ynon Kreiz, foi anunciado como co-CEO da operação combinada.





























