O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, viaja ainda este mês a Dubai para negociar um empréstimo que capitalize o banco. O pedido de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) segue travado desde agosto.
Estou indo para Dubai na busca de empréstimo e sem prejuízo das tratativas que estão fazendo aqui no Brasil.
A frase é de Souza, dita ao jornal Valor. Ele viaja com uma comitiva e não detalhou as reuniões que terá no Oriente Médio.
O presidente do BRB afirmou que as negociações no Brasil continuam em paralelo à busca por crédito externo. "Estamos também com tratativas avançadas de recomposição patrimonial", disse.
Relembre o caso
O BRB mergulhou em uma crise de liquidez depois de comprar carteiras supostamente fraudulentas do Banco Master, no montante de R$ 12,2 bilhões.
O banco distrital tentou comprar parte do Master, mas o Banco Central vetou a operação em setembro do ano passado e liquidou a instituição de Daniel Vorcaro dois meses depois.
Desde então, o BRB tenta destravar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões no FGC para se recapitalizar. As negociações com os grandes bancos para garantia e liberação do crédito estão paradas desde a reunião de conciliação no Supremo Tribunal Federal, em 13 de agosto.
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O fundo não quer liberar os recursos antes de analisar os balanços do BRB referentes ao segundo semestre de 2025 e ao primeiro semestre de 2026, que estão atrasados.
A TV Sim Brasil já mostrou que o banco atrasa a divulgação de balanços desde março e acumula processos na CVM por isso. Uma parte cada vez maior do caixa do governo do Distrito Federal está depositada no BRB.
Em caso de liquidação do banco, as consequências para a administração distrital e para a economia da capital federal poderiam ser graves, o que eleva a pressão por uma solução rápida.
O que acontece agora
Participantes do setor consideram remota a chance de uma intervenção do Banco Central antes do 2º turno das eleições no DF, em que a atual governadora, Celina Leão (PP), disputa a reeleição com Leandro Grass (PT).
O caso já passou pelo acordo homologado pelo STF que liberou o empréstimo ao BRB e pela análise do TCU sobre o mesmo empréstimo do FGC, sem que o dinheiro tenha sido efetivamente liberado.





























