O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ampliou nesta quarta (14) a articulação com partidos do centrão para tentar a reeleição no cargo a partir de fevereiro de 2027. Ele recebe lideranças pela manhã, dias depois de confirmar o apoio do PSD.

A movimentação é uma reação ao PL, que terá a maior bancada da Câmara, com 121 das 513 cadeiras, e busca eleger um nome alinhado ao bolsonarismo para comandar a Casa.

Motta recebeu formalmente a adesão do PSD na terça (13). O líder da sigla, Antônio Brito (BA), era visto como possível rival do atual presidente.

Por que o PL quer tirar Motta do comando?

O PL tem forte resistência a Motta e defende a troca no comando da Câmara. Segundo a Folha, o favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial ameaça o atual comando tanto da Câmara quanto do Senado.

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Um eventual governo Flávio Bolsonaro mudaria o peso político de quem comanda o Congresso, o que explica por que até adversários históricos do atual presidente da Câmara se articulam para mantê-lo no cargo.

Segundo a Folha, Motta já obteve sinalizações de alas do PP e do União Brasil, partidos federados vistos como mais suscetíveis ao assédio do PL.

Parlamentares da federação citam o deputado reeleito Doutor Luizinho (PP-RJ) como nome cotado para disputar o comando, embora ele não tenha se movimentado para buscar apoio.

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O que acontece agora

Os novos deputados só tomam posse em fevereiro de 2027, quando elegem os presidentes da Câmara e do Senado. Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, também pode tentar a reeleição em meio ao mesmo cenário de pressão do PL.

A aproximação de Motta com o centrão ocorre no mesmo momento em que petistas avaliam que Lula seria forçado a governar mais ao centro em caso de vitória no 2º turno. O cenário também beneficiaria um presidente da Câmara alinhado ao Planalto.

A disputa já rendeu desdobramentos antes: o PSD declarou apoio a Motta e evitou uma disputa pela Câmara na terça (13).