A vazão do Rio Iguaçu, nas Cataratas do Iguaçu, atingiu 11,8 milhões de litros por segundo às 7h desta segunda-feira (12), o maior volume registrado em 2026. É quase oito vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo, segundo o g1.
A passarela que leva visitantes às quedas está interditada desde domingo (11), quando a vazão chegou a 8,8 milhões de litros por segundo. O Parque Nacional do Iguaçu segue aberto, com a Trilha das Cataratas e os mirantes acessíveis.
Não é a primeira vez: 2026 já teve três picos de vazão nas Cataratas, cada vez maior que o anterior. O aumento está ligado às chuvas na bacia do Rio Iguaçu, que atravessa o Paraná.
A tabela abaixo mostra como o volume de água cresceu ao longo do ano, sempre acima da média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo.
| Mês | Vazão | Vezes a média histórica |
|---|---|---|
| Julho | Mais de 9 milhões de L/s | Cerca de 6x |
| Setembro | Mais de 10 milhões de L/s | Quase 7x |
| Outubro | 11,8 milhões de L/s | Quase 8x |
O fenômeno não é só brasileiro: o lado argentino das Cataratas também fechou nesta segunda, depois que a vazão por lá ultrapassou 12 milhões de litros por segundo, segundo a administração do Parque Nacional Iguazú. Ainda não há confirmação sobre a reabertura na terça-feira (13).
Por que a água subiu tanto
O aumento da vazão está relacionado às chuvas na bacia do Rio Iguaçu, segundo o g1 e o Metrópoles. Nenhuma das reportagens aponta um fenômeno climático específico por trás da chuva, apenas o volume de precipitação na região nos últimos dias.
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O mesmo rio já causou estragos rio abaixo: em setembro, o Rio Iguaçu transbordou e tirou 274 famílias de casa em União da Vitória, município também banhado por ele no Paraná.
O Parque Nacional do Iguaçu é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco. Apesar das interdições pontuais, a visitação segue normalmente nas áreas liberadas, segundo o Metrópoles.
Em setembro, a vazão das Cataratas já havia disparado, e, no fim de semana, as chuvas voltaram a fechar a passarela antes do novo recorde desta segunda-feira.
O que acontece agora
A reabertura da passarela depende da redução da vazão para níveis considerados seguros, avaliados pela concessionária Urbia+Cataratas e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Não há prazo definido.
Um padrão que se repete
Três recordes de vazão em quatro meses levantam uma pergunta que nenhuma das reportagens responde: as cheias vão continuar batendo recorde, ou outubro marca o teto do ano? O monitoramento segue com a concessionária e o ICMBio, sem estudo público que projete a tendência.





























