O índice de ações brasileiras negociadas em Nova York disparou nesta segunda-feira (5), horas depois do resultado do 1º turno. O ETF EWZ chegou a subir 12,31% no pré-mercado, para US$ 42,89, após Flávio Bolsonaro (PL) terminar à frente de Lula (PT).

O movimento começou ainda no domingo (4), no pregão overnight de Nova York. Por volta das 22h45, horário local, o fundo já subia cerca de 10%, horas depois da divulgação do resultado do 1º turno no Brasil.

A B3 abriu às 10h desta segunda-feira (5).

No pré-mercado em Nova York, antes da abertura da Bolsa brasileira, o apetite por papéis do país ficou ainda mais claro. Dez ações entre as mais negociadas tiveram alta de dois dígitos ou perto disso.

Variação das principais ações brasileiras no pré-mercado em Nova York, conferida em 5/10/2026
AçãoVariação
XP+15,26%
PagBank+13,64%
Stone+11,31%
Petrobras+10,72%
Itaú+10,24%
Nubank+10,20%
Vale+7,78%
Bradesco+7,12%
Embraer+6,37%
Suzano+1,76%

Os ganhos no pré-mercado não garantem repetição na abertura regular. Ainda assim, mostram a aposta imediata de investidores internacionais na recuperação dos ativos brasileiros.

Por que o mercado reagiu assim?

Analistas atribuem a alta à expectativa de mudança na política econômica. Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o mercado aposta no fortalecimento do real e na compressão da curva de juros caso Flávio Bolsonaro vença o 2º turno.

Em relatório, a Eleven Financial Research disse esperar "uma reação positiva do Ibovespa, em particular de empresas de menor qualidade (mais endividadas, com menor margem), small caps". A casa projeta desempenho positivo também para fundos imobiliários, de infraestrutura e agrícolas.

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Para o mercado, a liderança de Flávio sinaliza maior chance de ajuste fiscal, o que reduziria a necessidade de juros altos no Brasil.

O EWZ é administrado pela BlackRock, sob a marca iShares, e listado na NYSE Arca, em Nova York. O fundo tem cerca de US$ 9 bilhões em patrimônio.

Ele segue o índice MSCI Brazil 25/50, com 46 ativos, e reúne Vale, Nubank, Itaú e Petrobras entre as maiores posições.

A Bolsa brasileira já vinha de recorde histórico na véspera da votação, em meio à expectativa do mercado pelo resultado.

No câmbio, o dólar caiu abaixo de R$ 5 com Flávio na frente, e a imprensa internacional já cobria a disputa antes mesmo da votação.

O que acontece agora

O 2º turno entre Flávio Bolsonaro e Lula está marcado para 25 de outubro. Até lá, o mercado deve seguir reagindo a cada nova pesquisa e a sinais sobre a política econômica dos dois candidatos.