Motoristas e passageiros em diferentes países relatam mais enjoo em carros elétricos do que em modelos a combustão, segundo reportagem da BBC News republicada pelo g1. Médicos brasileiros atribuem o mal-estar à aceleração instantânea e à frenagem regenerativa, que confundem o cérebro.
O fenômeno é a cinetose, o enjoo de movimento. Ele acontece quando o cérebro recebe informações contraditórias sobre o deslocamento do corpo, vindas dos olhos, dos labirintos e dos músculos.
O cérebro gosta de previsibilidade. Quando conseguimos antecipar um movimento, ele responde melhor. Quando somos surpreendidos o tempo todo, a chance de desconforto aumenta.
A explicação é do neurologista Saulo Nader, conhecido como Doutor Tontura. Segundo ele, o som do motor também ajuda o cérebro a antecipar o movimento, pista que quase desaparece nos elétricos.
"Essa diferença pode desencadear enjoo, suor frio, tontura e até vômitos", afirma o médico Marcelo Bechara, clínico especialista em saúde integrada.
Quanto mais previsível a condução, menor a chance de enjoo, e isso vale para qualquer tipo de carro, não só para o elétrico.
O que ajuda a evitar o enjoo
Para reduzir o risco, médicos recomendam sentar no banco da frente, manter o ambiente ventilado e evitar refeição pesada ou álcool antes da viagem. Pausas em trajetos longos e evitar telas durante o percurso também ajudam.
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O problema não é exclusivo dos carros: a própria Apple lançou um recurso no iPhone que promete reduzir o enjoo de quem usa o celular dentro do veículo em movimento.
A discussão ganha peso no Brasil à medida que os elétricos avançam nas vendas: o BYD Dolphin Mini chegou ao top 3 de vendas do país em outubro, o 1º elétrico a entrar no grupo.
O país já tinha batido recorde de vendas de carros eletrificados em 2026.





























