Um adolescente de 14 anos foi baleado no rosto na tarde deste sábado (10), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O disparo ocorreu depois de outro garoto, de 13 anos, acessar uma pistola do pai, segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A vítima foi socorrida em estado grave e passou por cirurgia no Hospital Regional do Oeste, para onde foi levada pelo Serviço Aeropolicial (Saer). Até a última atualização do g1, nesta segunda-feira (12), a unidade de saúde não havia informado o estado atual dele.
O adolescente de 13 anos foi internado provisoriamente e é investigado por ato infracional análogo a tentativa de homicídio. A medida, autorizada pela Justiça, pode durar até 45 dias.
Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), menores de 18 anos são penalmente inimputáveis. Nesses casos, a responsabilização ocorre por meio do ato infracional, não de um processo criminal comum.
O pai do adolescente, dono da pistola, é investigado por omissão de cautela na guarda de arma de fogo, crime previsto no Estatuto do Desarmamento, segundo o MPSC.
Na casa da família, a polícia apreendeu uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e munições. As diligências devem continuar, segundo o Ministério Público.
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Casos de adolescente internado por violência envolvendo arma de fogo não são raros no país: roubo e tráfico respondem por 57% das internações de adolescentes registradas em 2025, segundo levantamento oficial.
Na decisão, a magistrada apontou a existência de indícios de autoria e materialidade, a extrema gravidade do fato e a necessidade da medida diante das circunstâncias concretas da ocorrência.
A informação foi repassada pelo MPSC ao g1. O órgão também pediu avaliação psicossocial e acompanhamento psicológico para o adolescente internado, além de atendimento psicológico para os pais.
A Justiça aceitou todos os pedidos do MP, incluindo a continuidade das investigações, a realização de exames periciais e o acesso ao prontuário médico da vítima.
Casos assim não são isolados: pais já foram indiciados por guarda inadequada de arma após a morte de uma criança com tiro acidental em Belo Horizonte, em julho.
O que a lei exige de quem tem arma em casa
O caso reacende a discussão sobre a guarda de arma de fogo em residências com crianças e adolescentes. O Estatuto do Desarmamento pune quem permite que menor tenha acesso a arma sob sua responsabilidade (é esse dispositivo que embasa a investigação contra o pai).





























