As empresas de apostas on-line informaram que ainda há R$ 159 milhões a devolver aos apostadores que mantinham saldo nas plataformas. A restituição pelos bancos deve ser feita até a próxima quarta-feira (14), segundo dados atualizados pelas próprias empresas ao governo federal.
As informações abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos por 70,5 milhões de contas com saldo remanescente. Desse total, 90% das contas têm menos de R$ 1 disponível para restituição, e 97% têm saldo inferior a R$ 10.
O prazo para a retirada voluntária dos recursos terminou na segunda-feira (5). Na ocasião, o saldo informado pelas empresas era de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.
O valor caiu para R$ 159 milhões depois que as plataformas revisaram os dados durante o processo de envio das informações necessárias à devolução, segundo o Poder360.
Por que a AGU vai processar 8 empresas?
A AGU (Advocacia-Geral da União) vai ingressar com ações judiciais contra oito bets que ainda não encaminharam aos bancos os dados dos saldos remanescentes de seus clientes.
As plataformas deveriam ter enviado, até terça-feira (7), os valores de cada apostador discriminados por CPF, além dos dados da conta bancária usada para os depósitos. Sem essas informações, os bancos não conseguem localizar quem tem direito à devolução.
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Caso haja impedimento para a devolução, os recursos serão transferidos à Caixa Econômica Federal a partir de quarta-feira (14). A instituição ficará responsável por restituir os valores aos apostadores que não forem alcançados pelos bancos.
O que acontece agora
De 9 a 14 de outubro, os bancos providenciam a devolução dos valores identificados. A partir do dia 14, o que não puder ser pago segue para a Caixa.
O caso é o desdobramento direto do fim do prazo de saque voluntário, encerrado em 5 de outubro.
Paralelamente, o governo mantém a fiscalização contra sites ilegais: mais de 500 endereços já haviam sido derrubados em setembro, e o ritmo de bloqueios segue intenso.
A proibição das bets também já tem efeito sentido fora do mercado financeiro. Clubes de futebol devem perder R$ 2,5 bilhões em patrocínio com o fim das apostas, segundo levantamento anterior.





























