A vice-governadora eleita do Rio de Janeiro, Fernanda Louback (PL), defendeu neste sábado (10) o fortalecimento de políticas públicas para pessoas com deficiência, neurodivergentes e suas famílias. Ela discursou no evento "Mulheres com Flávio", na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Vereadora de Niterói e mãe de duas meninas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Fernanda afirmou que a própria trajetória pessoal é a principal inspiração da atuação política dela, voltada à defesa da inclusão social.
"Tem mãe atípica aqui hoje? Acabou a exclusão. Nunca mais vocês vão dizer que não têm uma representante", disse, segundo o jornal Valor Econômico.
"Eu sei o que vocês passam, eu sei o que vocês vivem e essa exclusão e invisibilidade vão acabar. Chega de se sentir diminuído", completou.
A vice-governadora eleita listou situações concretas que, segundo ela, as famílias atípicas enfrentam: "porta na cara da escola", dificuldade para conseguir laudo médico e para acessar tratamento.
Publicidade
Ela também criticou a falta de estrutura em serviços públicos: "Chega de chegar ao hospital e não ter intérprete de Libras para entender o que vocês estão sentindo. Chega de ser destratado nas repartições públicas", declarou.
Fernanda disse ainda que já levou ao governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), propostas voltadas à população com deficiência e às famílias atípicas, defendendo a ampliação de políticas públicas específicas para esse grupo.
Quem é a vice-governadora eleita do RJ?
Fernanda Louback está no primeiro mandato como vereadora de Niterói, eleita em 2024, e foi a primeira presidente do PL Mulher no município. Antes da política, foi Miss Rio de Janeiro em 2003 e empresária do setor de joias, negócio que fechou em 2015.
Ela chegou à vice-governadoria na chapa de Douglas Ruas, que virou governador eleito do RJ depois de o TSE anular os votos de Anthony Garotinho no 1º turno, o que tirou a disputa do 2º turno estadual.
Nos dias seguintes à decisão, Ruas já se reuniu com Flávio para discutir o 2º turno presidencial.
A defesa dos direitos de pessoas com autismo é, segundo reportagens sobre sua trajetória política, uma das três prioridades que ela mais defende publicamente, ao lado da defesa da família e do endurecimento da segurança pública.
É uma pauta que famílias de outros estados também cobram do poder público, como no caso da suspensão de terapias em Roraima.
Publicidade
Qual o tamanho da população com TEA no Brasil?
O Censo Demográfico de 2022 do IBGE contou 2,4 milhões de brasileiros com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, o equivalente a 1,2% da população do país. Foi a primeira vez que o Censo perguntou especificamente sobre autismo, por força da Lei 13.861/2019.
O diagnóstico é mais comum entre homens (1,44 milhão) do que entre mulheres (960 mil).
A maior concentração está entre crianças de 5 a 9 anos. É esse universo de famílias que Fernanda diz representar a partir de agora num cargo executivo estadual, não mais só como vereadora.
O que acontece agora
Douglas Ruas e Fernanda Louback tomam posse em 1º de janeiro de 2027. Até lá, a vice-governadora eleita segue participando da campanha de Flávio Bolsonaro no 2º turno presidencial, que termina em 25 de outubro.





























