Uma força-tarefa dos ministérios da Justiça e da Fazenda derrubou 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas no Brasil, informaram as pastas. A ação integra o monitoramento do governo desde a medida provisória que proibiu as bets, na sexta (25).
"O trabalho busca interromper o acesso a plataformas que operem sem autorização e impedir que novos endereços sejam usados para oferecer apostas ao público brasileiro", afirmam os ministérios em nota.
O governo também encontrou anúncios de apostas circulando em redes sociais e plataformas digitais depois da proibição. Alguns foram produzidos após a publicação da MP, segundo relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
A legislação deu 10 dias para tirar do ar a publicidade que já circulava quando a MP foi publicada. O prazo termina em 5 de outubro, mesma data-limite para o apostador resgatar o saldo.
Anúncio veiculado a partir de 25 de setembro já é considerado irregular.
Como a maioria das plataformas não informa a data inicial de veiculação de um anúncio, o relatório propõe uma reunião técnica com representantes das grandes plataformas digitais.
O encontro deve discutir o bloqueio de novos anúncios, a retirada da publicidade dentro do prazo legal e formas de detectar páginas com identidade falsa e links mascarados.
As empresas que não cumprirem as regras podem enfrentar as multas que a própria MP prevê, de até R$ 50 milhões.
Parte dos anúncios usava nome de página diferente da marca exibida, e o link do domínio não correspondia à marca anunciada. Para os ministérios, isso pode indicar ocultação do anunciante real e do destino do tráfego.
O que acontece agora
Enquanto o governo reforça a fiscalização, o mercado clandestino reage rápido. Um monitoramento privado identificou salto de 141% em sites ilegais nos dois dias seguintes à proibição.
O Ministério da Fazenda já bloqueou mais de 78 mil domínios, e a reunião com as bigtechs ainda não tem data confirmada.





























