O governo do Rio Grande do Norte divulgou nesta sexta-feira (9) o resultado final da prova objetiva do concurso da Polícia Penal para a Secretaria de Administração Penitenciária, com publicação também no Diário Oficial neste sábado (10). São 260 vagas no total.
São 200 vagas para policial penal e 60 para especialista em assistência penitenciária. O resultado sai mesmo com um inquérito civil do Ministério Público do RN (MPRN) ainda em aberto para apurar fraude registrada no dia da prova, em 13 de setembro.
Na ocasião, 12 pessoas foram presas em flagrante, dez em Mossoró e duas em Natal. Segundo o Instituto Avalia, banca organizadora, outros 23 candidatos foram eliminados administrativamente por descumprir regras de segurança da prova.
O que a investigação de fraude apurou?
Em Mossoró, a Polícia Civil identificou indícios de uso de equipamento eletrônico para recebimento de dados durante a prova. Em Natal, a suspeita é de que pessoas de fora do local resolviam as questões e transmitiam as respostas por aparelho eletrônico.
O esquema de fraude veio à tona já no dia seguinte à prova, quando o gabarito preliminar foi divulgado.
O MPRN abriu inquérito em 15 de setembro para avaliar se as irregularidades justificam anular as provas objetivas, que tiveram mais de 40 mil inscritos.
Em 23 de setembro, o procurador-geral de Justiça do RN, Antenor Roberto, afirmou que o concurso deveria seguir adiante, já que os casos suspeitos já haviam sido identificados. O inquérito civil do MPRN, porém, segue aberto, sem decisão final sobre uma eventual anulação.
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Como consultar o resultado e quanto paga o cargo?
O boletim de desempenho individual está disponível no site do Instituto Avalia, mediante CPF e senha do candidato. O salário inicial do cargo varia de R$ 3.500 a R$ 5.681,78, conforme o edital publicado antes da prova.
O concurso tem como base a Lei Complementar 793, de setembro de 2025, que criou a carreira de Polícia Penal no estado.
A carência de efetivo nos presídios não é exclusiva do RN. Minas Gerais recorreu ao STF para contratar temporários para a própria Polícia Penal neste ano.
O que acontece agora
Os aprovados na prova objetiva seguem para perícia médica (candidatos com deficiência), procedimento de heteroidentificação para quem concorreu pelas cotas étnico-raciais, teste de aptidão física, avaliação psicológica, exame toxicológico e investigação social.
Só depois dessas etapas os candidatos vão ao curso de formação, última fase antes da nomeação. O gabarito da prova já havia sido divulgado em setembro, na mesma semana em que veio à tona a suspeita de fraude.





























