Lula conquistou mais votos novos que Flávio Bolsonaro entre o 1º e o 2º turno em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, os três estados onde governadores aliados declararam apoio ao candidato do PL. O dado é de um levantamento da coluna Esplanada.
Em Goiás, Flávio somou 294 mil votos a mais no 2º turno, contra 397 mil de Lula. Em Minas Gerais, o avanço foi de 464 mil votos para Flávio e 1,16 milhão para Lula.
Em São Paulo, Flávio ganhou 1,21 milhão de votos a mais, enquanto Lula somou 2,61 milhões.
Os três estados são governados por aliados que declararam apoio a Flávio: Tarcísio de Freitas (SP), Cleitinho Azevedo (MG) e Ronaldo Caiado (GO). O resultado reacende a dúvida sobre quanto apoio formal de governador realmente se converte em voto.
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Por que o apoio não virou voto
A assessoria de Flávio avalia que os governadores aliados não se empenharam como o esperado. Segundo a coluna Esplanada, eles apareceram em fotos ao lado do candidato, mas não mobilizaram a militância na mesma intensidade de outras campanhas.
A avaliação, atribuída ao entorno do candidato, é direta:
Os governadores não se esforçaram tanto quanto ele esperava, apareceram para fotos e o deixaram sozinho na corrida.
A mesma leitura soma outro fator: governadores "já com a vida resolvida liberaram a militância para voto, em vez de puxar para Flávio", segundo a coluna.
Os apoios não eram óbvios: em Goiás, Caiado só declarou apoio a Flávio depois de tê-lo chamado de ladrão na campanha do 1º turno.
No fim de outubro, a campanha de Flávio chegou a reunir o apoio de 12 governadores eleitos, contra 5 de Lula, a maioria no Nordeste.
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O que diz o resultado oficial
O TSE confirmou a reeleição de Lula com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio no 2º turno, realizado em 25 de outubro. No 1º turno, de 4 de outubro, Flávio havia terminado à frente, com 47,03% a 45,16%.
Foi a primeira reversão de vantagem do 1º para o 2º turno em uma eleição presidencial desde a redemocratização.
Antes do resultado, a TV Sim Brasil já registrava a avaliação de um consultor segundo quem Lula precisava de uma virada que nunca havia acontecido no histórico eleitoral do país.






























