O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse na quarta-feira (4 de novembro) que lamenta que políticos tenham vencido as eleições "ofendendo e agredindo" adversários. A fala veio ao criticar falas que colocaram em dúvida o resultado do 2º turno.
O discurso veio após críticas do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ).
"Algumas vezes, alguns colegas nossos passam apenas do debate para as agressões em relação a esta presidência", disse Alcolumbre. Segundo ele, as agressões buscam angariar apoio do que chamou de "radicalismo horrível" que existe no Brasil.
Infelizmente, muitos atores políticos do meu país chamado Brasil se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas.
Alcolumbre completou dizendo que, para sua tristeza, políticos ganharam eleições com base em agendas contra o Judiciário, o Executivo ou a própria presidência do Senado, "porque dava voto na eleição".
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Em seguida, o presidente do Senado criticou falas que colocaram em dúvida o resultado das eleições, citando o senador Flávio Bolsonaro (PL). Após o 2º turno, Flávio disse que a urna eletrônica "não prestou mais" quando o resultado passou a desfavorecê-lo.
Alcolumbre lembrou que a mesma urna foi validada por Flávio no 1º turno, quando elegeu 120 deputados federais e mais de 20 senadores de seu partido.
O racha com o líder do PL
O discurso de Alcolumbre veio depois de Portinho cobrar a votação, ainda na quarta-feira (4 de novembro), de uma PEC que reduz a maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos e para 16 nos demais casos.
Alcolumbre recuou e disse que não votaria o texto porque a Câmara começou a discussão antes do Senado. Portinho reagiu e acusou o presidente do Senado de descumprir acordo fechado um dia antes com mais de 50 senadores para acelerar a votação do tema.
"O Senado hoje está submetido ao Poder Judiciário e à Câmara dos Deputados. E o presidente do Congresso, senhor Davi, o senhor é o presidente do Congresso, senador", disse Portinho, em tom de cobrança.
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Segundo Portinho, o rompimento do acordo fecha as portas para negociações sobre outras pautas, como a Reforma Tributária, e esgota a possibilidade de acordo com o governo pelos próximos meses.
O que acontece agora
Alcolumbre afirmou que vai aguardar o texto da Câmara, que já tramita de forma avançada e foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, e se comprometeu a votar a matéria ainda em novembro.
Flávio Bolsonaro votou remotamente dos Estados Unidos na sessão em que o Senado discutiu a PEC da Segurança nesta semana. A urna eletrônica brasileira nunca teve fraude comprovada em 30 anos de uso, segundo levantamento.






























