O TSE informou que 421 urnas eletrônicas foram substituídas nas duas primeiras horas de votação deste domingo (4), o equivalente a 0,07% das 568.160 urnas usadas no país. O tribunal disse que a votação segue sem intercorrências relevantes até o momento.

São Paulo teve o maior número de trocas, com 86 urnas substituídas, seguido do Paraná, com 60. Das 421 trocas, nove eram urnas de contingência que também precisaram ser substituídas.

Por que as urnas são trocadas durante a votação?

A troca acontece quando uma urna apresenta falha técnica, e não significa fraude ou perda de votos. Uma urna reserva assume o atendimento no mesmo local, sem interromper a votação.

O TSE mantém 68.912 urnas de contingência reservadas para esse tipo de substituição em todo o país, segundo a CNN. O tribunal não detalhou os motivos técnicos das trocas de hoje.

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Esse número de trocas é alto?

Em eleições passadas, o TSE já registrou proporções maiores: 1.956 urnas trocadas (0,38% do total) até as 11h50 do 2º turno de 2018, e 3.222 urnas (0,60%) até as 16h do 2º turno de 2022.

Os números não são diretamente comparáveis, porque medem momentos e turnos diferentes. Ainda assim, mostram que a troca de urnas é rotina em toda eleição brasileira.

O TSE também informou que 55 auditores do TCU acompanham os testes de integridade das urnas nos 27 estados. Até a publicação desta matéria, não haviam sido registradas intercorrências nos testes.

A troca de urna por defeito técnico é rotina desde que o Brasil adotou o voto eletrônico, mas segue sendo usada como gatilho para suspeitas sem comprovação.

O ponto em aberto

Desde 2014, alegações de fraude nas urnas resistem a sucessivas auditorias sem irregularidade comprovada, mas voltam a circular a cada eleição. Uma auditoria feita naquele ano não encontrou nenhuma irregularidade.

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No 2º turno de 2022, o TSE chegou a registrar uma média de 500 alertas diários de notícias falsas sobre o pleito, o que levou o tribunal a criar um conselho para monitorar fake news e uso de IA nesta eleição.

A novidade de 2026 é o uso de inteligência artificial para gerar áudios e vídeos manipulados sobre o sistema eletrônico, segundo levantamento da Agência Lupa.

A pergunta que fica é se a página que o TSE reformulou para combater boatos consegue acompanhar esse novo tipo de desinformação tão rápido quanto ela se espalha.