O Grêmio deixou a zona de rebaixamento do Brasileirão na quinta-feira (29 de outubro), ao vencer o Athletico-PR e chegar a 37 pontos. Mesmo fora do Z4, o time ainda tem 36,7% de chance de cair, segundo simulação estatística que considera os jogos restantes.
O número ilustra um padrão desta reta final: sair da zona de rebaixamento não significa escapar do risco.
A simulação, feita pelo site ValorFinal com dados até a 33ª rodada, cruza o calendário de cada clube e a força dos adversários para estimar a chance de queda de cada time.
Logo acima do Grêmio na tabela, o Mirassol soma 37 pontos em 32 jogos e tem 20,3% de risco.
Dentro do Z4, a situação é mais grave: o Internacional, 17º colocado com 35 pontos, tem 48,3% de chance de cair, e o Corinthians, em 18º com 33 pontos, está em 59,2%.
O risco do Corinthians já estava em 43% há dez dias, depois de um empate. Subiu mais de 16 pontos percentuais desde então.
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Nas duas últimas posições, o quadro é praticamente definido. O Remo, 19º colocado com 29 pontos, tem 99,1% de risco.
A Chapecoense já batia 99% de chance de queda há mais de um mês, segundo cálculo da UFMG, e hoje está em 99,9%, com apenas 21 pontos em 32 jogos.
O caso do Grêmio é o lembrete de que número fora da zona não é sinônimo de segurança matemática: é só uma posição que pode mudar de novo em cinco rodadas.
O precedente mais recente é de 2025. Fortaleza e Ceará entraram na última rodada do Brasileirão fora do Z4 e terminaram o campeonato com 43 pontos cada.
O Fortaleza perdeu para o Botafogo, e o Ceará perdeu para o Palmeiras. A combinação dos outros resultados da rodada empurrou os dois para o Z4 no apagar das luzes, na primeira vez em que os dois maiores clubes cearenses caíram juntos.
A vitória do Grêmio sobre o Athletico-PR, com gols de Marlon e Fabián Balbuena, foi o resultado que tirou o time gaúcho da degola nesta rodada.
Antes do jogo, o Grêmio somava 34 pontos em 32 partidas, com 8 vitórias, 10 empates e 14 derrotas.
O que falta para a conta fechar
Faltam cinco rodadas para o fim do Brasileirão. Acima de 45 pontos, o risco de queda cai a menos de 1% nas simulações, mas 42 a 43 pontos ainda deixam um time em risco real, como mostrou Fortaleza e Ceará.































