A Microsoft registrou lucro líquido de US$ 36,63 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027, alta de 32% sobre igual período do ano anterior, com resultado acima das projeções de analistas. A receita total cresceu 19%, para US$ 92,3 bilhões.
O lucro por ação subiu de US$ 3,72 para US$ 4,92. Analistas consultados pela FactSet esperavam lucro ajustado de US$ 4,71 por ação, sobre receita de US$ 90,62 bilhões.
"Estamos oferecendo maior capacidade, escolha, controle e eficiência de custos para os clientes em toda a nossa estrutura"
A frase é do CEO Satya Nadella, em carta aos acionistas. Ele disse ainda que a empresa está "traduzindo nossa inovação em uma crescente adoção e impacto no mundo real em todos os setores".
A receita da Microsoft Cloud somou US$ 63,9 bilhões, alta de 30%. A receita do Azure, plataforma de computação em nuvem, avançou 48%, acima da previsão de analistas, de 44,3%.
"Depois que os números da Meta e da Alphabet reavivaram a ansiedade em relação aos gastos com IA, este é o contrapeso", avaliou Jesse Cohen, analista sênior da Investing.com, em comentário reproduzido pela CNN Brasil.
"A demanda ainda excede a oferta, a carteira de pedidos é enorme", completou o analista.
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Nem toda a empresa cresceu no período. A receita de "dispositivos e consumo" caiu 3%, a de conteúdos e serviços do Xbox recuou 2%, e a de "Windows OEM e dispositivos" despencou 22%.
Dois dias antes do balanço, na segunda-feira (26), a Microsoft anunciou pacotes de demissão voluntária a até 60 mil funcionários nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Índia, para controlar custos.
A companhia também investe pesado em infraestrutura de inteligência artificial: foram US$ 45,2 bilhões em capex no trimestre, dentro de um plano de US$ 175 bilhões no ano-calendário. A rival Alphabet também levantou bilhões de dólares para a mesma corrida.
A disputa por infraestrutura de IA também chegou ao Brasil: um data center do porte das big techs custa cerca de R$ 25 bilhões e gera 37 mil empregos no país, segundo estimativa do setor.
O que acontece agora
A Microsoft retornou US$ 10,2 bilhões aos acionistas em dividendos e recompras de ações no trimestre, encerrado em 30 de setembro. O próximo balanço trimestral deve sair em janeiro de 2027.































