Um indicador que mede o custo de proteção contra alta do dólar no mercado futuro chegou a 7,8 pontos nesta semana, o maior nível em 15 anos, informou o colunista Raphael Coraccini. Em setembro, o mesmo indicador estava perto de 1 ponto.
O movimento reflete o temor de investidores com o impacto fiscal das promessas de campanha no 2º turno entre o presidente Lula e o deputado Flávio Bolsonaro, segundo o Valor Econômico.
Lula tem defendido ampliar o limite do MEI, reforçar o Bolsa Família e acabar com a escala 6x1 aprovada em 1º turno no Senado. Já as propostas fiscais de Flávio Bolsonaro para controle de gastos sociais seguem indefinidas.
Para investidores, Lula eleito carrega risco de desvalorização do real de 2 a 3 vezes maior que no governo atual, quando o indicador ficou perto de 3 pontos. A disputa segue apertada, como mostra a cobertura eleitoral mais recente da TV Sim Brasil.
Publicidade
O precedente de novembro de 2024
Em novembro de 2024, o dólar rompeu a marca de R$ 6 depois que o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um pacote de corte de gastos considerado insuficiente pelo mercado, com isenção de Imposto de Renda incluída no mesmo anúncio.
A moeda teve a 2ª maior desvalorização do mês entre pares globais, recuo de 4,55%, segundo a analista Einar Rivero. "Em vez de diminuir as dúvidas, esse pacote aumentou a incerteza", disse à época o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima.
O reforço do Bolsa Família já havia gerado debate fiscal em setembro, antes da disputa de 2º turno esquentar o mercado. O mercado não reage ao nome de quem concorre, mas ao risco fiscal de cada proposta de campanha, de ambos os lados.





























