Milhares de pessoas participaram neste domingo (18) do Ato pela Democracia na Praia de Copacabana, a uma semana do segundo turno. O evento, organizado pelo movimento 342 Artes e por Caetano Veloso, apoiou o candidato do PT, Lula, mas não é promovido pela campanha petista.
No sábado (17), o Partido Novo entrou com ação no TSE contra o evento, alegando que ele configura showmício, prática vedada pela legislação eleitoral. Na manhã deste domingo, o TSE rejeitou o pedido e liberou a realização dos atos.

O que marcou o show de Caetano e Djavan
O ponto alto do evento foi a apresentação conjunta de Caetano Veloso e Djavan, que cantaram "Sina" e "Linha do Equador". Caetano também cantou "Sem lenço, sem documento", hino de resistência à ditadura militar.
Ele pediu aos jovens que votem no dia 25 de outubro, sem pedir voto para nenhum candidato.
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Durante a Ditadura Militar, eu fui preso, fiquei em uma solitária, assim como colegas meus também: Gilberto Gil, Geraldinho Azevedo, várias figuras da cultura brasileira sofreram isso. Nós estamos aqui para apresentar uma defesa da democracia contra esse tipo de coisa.
A frase é de Caetano Veloso, ao microfone, logo depois de cantar "Gente". Djavan completou: "Salve a nossa democracia e a nossa soberania".
A disputa sobre shows e comícios artísticos chegou à Justiça Eleitoral a poucos dias da votação. O humorista Paulo Vieira, um dos apresentadores, reforçou ao microfone que o ato "não é comício, não é showmício, não é ato de campanha".
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O que acontece agora
A ação do Partido Novo no TSE pede a suspensão das apresentações e a prestação de contas do evento, com contratos, origem dos recursos e cachês. O pedido segue em análise mesmo depois de o TSE liberar os atos deste domingo.
Pela manhã, houve Ato pela Democracia também em Salvador, e um grupo se reuniu em frente à Igreja da Candelária, no Centro do Rio.
Os atos se somam à mobilização de rua de Lula e Flávio Bolsonaro na reta final da campanha.





























