O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19) após se envolver em confusão com uma arma de fogo numa balada no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. Ele estava embriagado e não ficou preso por ter imunidade parlamentar.
Segundo testemunhas citadas pelo G1 e pelo Metrópoles, ele teria importunado outras pessoas no local antes da confusão. Há duas versões sobre o disparo: uma é de que sacou a arma; outra, de que caiu e o tiro saiu sem intenção.
Nenhuma das duas versões foi confirmada oficialmente. Segundo a Polícia Militar, não há registro de feridos.
Aguiar foi levado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros. Imagens cedidas ao Metrópoles mostram o parlamentar chegando à delegacia em prantos, amparado por policiais militares para caminhar.
A arma, com porte federal em nome do deputado, foi apreendida para perícia. Um carro com placa oficial da Alesp também foi apreendido, mas não consta na lista oficial de veículos do parlamentar, segundo o G1.
Segundo informações iniciais, Aguiar saiu do ato de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista antes de ir à balada, no mesmo domingo (18) em que a PM monitorou a manifestação com atiradores de elite.
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Eleito em 2022, Aguiar preside a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Alesp e já presidiu a CPI da Pedofilia na Casa. Não conseguiu se reeleger em 2026, com 37.585 votos.
A biografia oficial do deputado na Alesp cita atuação pautada por "firmeza ética" e pelos "princípios da moral cristã na sociedade".
O caso expõe a distância entre o discurso público do parlamentar e a madrugada que o levou a uma delegacia, sem que isso configure, por ora, qualquer condenação.
O caso reacende o debate sobre as 45 mil autoridades brasileiras com foro ou imunidade especial, prerrogativa que livrou Aguiar da prisão em flagrante mesmo com a arma apreendida.
A imunidade nem sempre impede a prisão: em setembro, Wilker Leão foi preso em flagrante mesmo com proteção eleitoral, em caso que teve desfecho diferente.





























