O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, visita Argentina e Paraguai entre 19 e 26 de outubro, na mesma semana do 2º turno da eleição presidencial brasileira, em 25 de outubro. A viagem não inclui parada no Brasil.
A visita ocorre depois de o Itamaraty negar visto a dois diplomatas americanos antes do 1º turno. O Departamento de Estado americano negou que a missão vise interferir nas eleições brasileiras.
Segundo o órgão, os diplomatas discutiriam "integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão" nos dois países vizinhos.
Qualquer insinuação de que a viagem seria uma manobra para minar as eleições brasileiras é uma mentira sem nenhum fundamento.
Por que a viagem levanta suspeita?
A desconfiança vem de um episódio anterior: o Itamaraty negou visto a Riley M. Barnes e Samuel Samson, dois funcionários do governo Trump, por considerar que a iniciativa configurava potencial interferência eleitoral antes do 1º turno, em 4 de outubro.
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Dias depois, a embaixada dos EUA procurou o setor internacional do TSE para tratar de uma nova visita de representantes do governo americano, mas não esclareceu o tema da agenda. O tribunal não agendou a reunião por causa do recesso forense.
"Não houve nenhuma definição sobre a reunião", informou o TSE, que confirmou apenas o contato do setor internacional com a embaixada americana.
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Quem é Christopher Landau?
Landau é o número dois do Departamento de Estado, subordinado a Marco Rubio, que já disse acompanhar o 2º turno no Brasil. Ele é descrito como alinhado ao grupo ideológico MAGA e próximo de Flávio Bolsonaro (PL).
A viagem leva ainda Juan Pablo Segura, secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental. A agenda oficial inclui comércio, investimento e segurança, com o Corredor Andes-Atlântico entre os temas discutidos com Argentina e Paraguai, governos próximos de Trump.
O episódio se soma a outros casos de interferência dos EUA no Brasil já registrados por estudo e à cobrança feita por democratas americanos contra o próprio Rubio pela conduta do governo Trump na eleição brasileira.





























