A queda de cabelo tem causas diferentes, e tratar todas do mesmo jeito raramente funciona, segundo o tricologista João Gabriel Fernandes. Em entrevista à CNN Brasil neste domingo (18), ele afirmou que a alopecia reúne doenças distintas, de origem hormonal, autoimune ou inflamatória.
Para Fernandes, o erro mais comum é tratar a queda de cabelo sem diagnóstico, atrás de soluções rápidas vistas na internet. É o mesmo risco que a automedicação capilar expõe.
A alopecia não é uma única doença, e esse é o principal erro de quem tenta tratar a queda de cabelo sem diagnóstico. Cada tipo tem uma causa diferente, hormonal, autoimune ou inflamatória, e isso muda completamente a estratégia.
Quais são os tipos de alopecia?
Existem pelo menos três grupos. A androgenética, a popular calvície, está ligada a fatores genéticos e hormonais. A areata é autoimune, provoca falhas e tem comportamento imprevisível. As formas cicatriciais são mais raras e causam dano permanente aos folículos.
"A mesma queda pode ter origens completamente diferentes. Há pacientes com deficiência nutricional, outros com processos inflamatórios silenciosos, alterações hormonais, estresse crônico ou até sensibilização química do couro cabeludo. Quando não se entende a causa, o tratamento vira tentativa e erro", afirma o tricologista.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 42 milhões de brasileiros convivem com algum grau de queda de cabelo. Para a alopecia areata não há estatística exata.
A entidade estima que cerca de 1% da população manifeste sinais da doença em algum momento da vida. Queda ligada à quimioterapia é outro capítulo à parte, com recurso específico para tentar preservar os fios durante o tratamento.
Para os casos mais graves de alopecia areata, a Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou em setembro um remédio voltado a adolescentes.
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Quanto tempo leva para o cabelo crescer de novo?
O tempo varia conforme o tipo de alopecia. Em alguns casos, segundo Fernandes, o crescimento retorna em poucos meses. Em outros, o acompanhamento precisa ser contínuo e de longo prazo, com plano construído a partir de avaliação médica individual.
O objetivo deixou de ser só estimular o crescimento. Hoje o tratamento mira o equilíbrio do organismo e o controle da inflamação que afeta o couro cabeludo.
Para o tricologista, o cabelo saudável é consequência de um organismo equilibrado. Quando o corpo funciona melhor, o fio responde, segundo ele.





























